
Passa,
pelos caminhos sem fim,
a moradia da porta tua,
que não abraça ou arrelia,
a felicidade de outrora.
Pássaro que vagueias na noite limpa,
tenta mergulhar no mar agora,
e descobrir de que é feito a pauta tua.
Criança não cresças e brinca,
a vida é perigosa,
por isso não arrelies,
haver? Há muito por onde passes.
Esquece a passada,
e caminha na esquina,
tenta compreender a cantora,
que não lembra da alegria.
Triste história passa,
pensa na fantasia,
que a brincadeira mora,
num lugar na esquecida maresia.
Leonor Norte