E se um punhal feito de dor perfurasse o centro do meu ser, e se a magoa e a tristeza se unissem num âmago fechado, e se sol se esquece-se de mim e eu sozinha, dormitando sobre a relva macia, fechasse os olhos cansados de jorrar lágrimas e sonhasse. Algo belo, simples e imperfeito, algo que pudesse construir, aperfeiçoar, e nunca acabar, mas se acabasse, haver algo ainda mais promissor e com um grau de dificuldade bastante superior, desafiando o meu intelecto, e assim fosse até ao fim dos tempos ou até que sol deixasse de existir para me acordar, ou vento para me lembrar (a meio da noite) que já se faz tarde, e que terei de ir para aquele sitio que muitos apelidam de “casa”.
As lágrimas secaram, formaram traços na minha face, e tal é a frieza da lágrima que esta congelou mesmo no meio da maçã do rosto. A lua com um sopro aquece-me o corpo, beija-me a face com carinho, como se sua filha fosse, e as minhas supostas irmãs, as estrelas, brincam comigo formando figuras no céu,
Mas tenho de voltar, não sarda o sol lembrasse de mim, e volta do seu passeio para me vir fazer cócegas pelas costas. Despeço-me da lua, e desejo-lhe um bom sono, eis então que algo me atravessa a visão… Acordo, de tantos “se’s” esquecera que de facto adormecera, e um raio de sol maroto brinca com a ponta do meu nariz, de tudo que este mundo tem, é grandioso dar pela presença das coisas mais pequenas.
Leonor Norte
Escrevo pensamentos, ambições e desejos... Falo de mim, do estado do Mundo, da caracterização do subconsciente de cada um, que se encontra no oposto do senso comum. Tenho uma visão ligeiramente diferente do geral e é isso que me caracteriza.
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Fenix da vida
O fogo é algo gélido, comparado com o ardor do ódio compulsivo e indisfarçável, penetra na mente humana como uma erva daninha e danifica tudo o que existe de bom dentro de nós, boas recordações, amizades passadas, tudo é envolvido numa cinza permanente e mortiça, sem qualquer sinal de vida, uma personificação barata, mas talvez a mais próxima das trevas do mundo obscuro.Mas o mais belo de todos os fogos, é o renascer das cinzas, com uma Fénix elaborada para aquele momento perfeito e indescritível, sem barreiras ou leis que a impeçam de ser quem é, essa sim, é das proezas mais belas que o mundo tem, sem qualquer inquietação pelo mundo que o rodeia, apenas preocupar-se com o irromper á superfície no meio do caos, apenas porque nasceu tornar-se a mais belas das coisas nem que seja por uma fracção de segundo, e tudo a nossa volta se torna fundamental para a clareza da mente humana.
O fogo consome as veias, o poder explora-nos a mente, e a vontade envenena-nos o coração, querer ser algo, querer ser alguém, querer ser mais e melhor, é isso que nos torna a máquina do mundo, que nos coloca no topo da cadeia alimentar, que nos impele a subir mais alto e a ser o que hoje somos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O beijo
Vou te explicar, oh tu que nem sei se existes, ouve-me com atenção e não finjas ter medo, pois se falo, faço-o com o coração.
Um beijo é algo mágico, algo que se conquista aos poucos, pedacinho por pedacinho, de forma doce e apaixonada, saboreando de forma suave e meiga sem interrupções, e naquele momento, naquele exacto momento nada mais importa a não ser o toque daqueles lábios suaves e quentes, tal como assinatura cada um tem seu, todos diferentes e todos de alguma forma especiais.
Perdoem-me a falta de jeito, a minha mísera escrita não é capaz de transpor para o papel a sensação que um dia penso ter, ou imagino ter, pois o pensar misturou-se com o imaginar e o sonho tirou férias para a ilha da inconsciência, azar da consciência sente-se sozinha sem o sonho, mas não tem inveja, as férias mais longas ainda lhe pertencem a ela.
E sim, acredito que existes, apenas não sei se te conheço.
Boa noite Anjo da guarda, obrigada por me ouvires.
sábado, 11 de setembro de 2010
2009/2010
Quando iniciei este ano lectivo 2009/2010, a minha auto-estima encontrava-se reduzida a cinzas, reprovar por meio valor era algo que me deixava tremendamente desiludida. Já conhecia quase toda a gente de vista, mas não tinha uma relação de amizade em particular com ninguém. Nunca fora muito social, e pensei desde do princípio que este ano seria igual a tantos outros, mas felizmente enganei-me.
Conheci além da vista e mais perto do coração, aqueles que se tornaram grandes amigos meus, e que hoje são o motivo pelo qual escrevo esta mensagem, a saudade que irei sentir daqueles que me apoiaram incondicionalmente, sem nunca me virar as costas, sempre com um sorriso na face quando precisava. São amigos que deixaram uma marca profunda no meu coração, uma marca positiva pela qual sinto um grande orgulho em a ter. Todos os momentos que passamos, as discussões, as brincadeiras, as birras em tirar fotos, as lutas de chantilly, os almoços no ”Cidade Porto”, as festas de anos feitas a pressa, as surpresas, as conversas no De light, a partilha dos lanches, as discussões sobre o tabaco, as conversas sobre personagens da Disney (Barbie, capuchinho vermelho, lobo mau, Pocahontas, Rapunzel, João Pé de feijão, elfo, duende, etc.), de tudo isso vou sentir falta.
São amigos que nunca irei esquecer, cada um á sua maneira, mas todos de uma maneira especial, estarão dentro do meu coração, é um pouco lamechas eu sei, mas é sincero.
Obrigada por este ano.
E felicidades para todos :)
Vera Silva
Conheci além da vista e mais perto do coração, aqueles que se tornaram grandes amigos meus, e que hoje são o motivo pelo qual escrevo esta mensagem, a saudade que irei sentir daqueles que me apoiaram incondicionalmente, sem nunca me virar as costas, sempre com um sorriso na face quando precisava. São amigos que deixaram uma marca profunda no meu coração, uma marca positiva pela qual sinto um grande orgulho em a ter. Todos os momentos que passamos, as discussões, as brincadeiras, as birras em tirar fotos, as lutas de chantilly, os almoços no ”Cidade Porto”, as festas de anos feitas a pressa, as surpresas, as conversas no De light, a partilha dos lanches, as discussões sobre o tabaco, as conversas sobre personagens da Disney (Barbie, capuchinho vermelho, lobo mau, Pocahontas, Rapunzel, João Pé de feijão, elfo, duende, etc.), de tudo isso vou sentir falta.
São amigos que nunca irei esquecer, cada um á sua maneira, mas todos de uma maneira especial, estarão dentro do meu coração, é um pouco lamechas eu sei, mas é sincero.
Obrigada por este ano.
E felicidades para todos :)
Vera Silva
domingo, 5 de setembro de 2010
Noiva
Olhares indiscretos observam-me enquanto corro, avaliando a minha sanidade mental, de certo modo até compreendo o porquê dessa reacção. O que iria eu pensar se visse uma jovem com os seus 24 anos, vestida de noiva, com as mãos apanhar as vestes que caso contrário se arrastariam pelo chão, a correr em plena avenida, entre as duas vias rodoviárias, seguida a alguns metros de distância pelas damas de honor que a chamam de modo enérgico e histérico? Sinceramente não sei, mas daria sempre o benefício da dúvida àquela desconhecida.
O véu que me cai pelos cabelos, impecavelmente penteados e estrategicamente ondulados para a ocasião, desprende-se com a agitação do corpo, perdendo-se no chão frio de betão, os pés não são suficientemente rápidos, causando um sentimento de desespero irracional, e num ímpeto de angústia alarmante descalço-me deixando os dois sapatos brancos perdidos entre os carros que passam, fazendo-me lembrar a Cinderela, mas ao contrário dela eu não fujo do meu príncipe, vou ao encontro dele para quebrar a incompreendida superstição.
O motivo pelo qual corro é para salvar a minha razão de viver, aquele pelo qual nutro um amor sem igual, e que tudo daria pela sua vida, um amor irracional e talvez por isso muito mais intenso, o meu noivo.
Excerto de um livro que um dia talvez escreva
O véu que me cai pelos cabelos, impecavelmente penteados e estrategicamente ondulados para a ocasião, desprende-se com a agitação do corpo, perdendo-se no chão frio de betão, os pés não são suficientemente rápidos, causando um sentimento de desespero irracional, e num ímpeto de angústia alarmante descalço-me deixando os dois sapatos brancos perdidos entre os carros que passam, fazendo-me lembrar a Cinderela, mas ao contrário dela eu não fujo do meu príncipe, vou ao encontro dele para quebrar a incompreendida superstição.
O motivo pelo qual corro é para salvar a minha razão de viver, aquele pelo qual nutro um amor sem igual, e que tudo daria pela sua vida, um amor irracional e talvez por isso muito mais intenso, o meu noivo.A minha respiração torna-se ofegante, a pulsação do meu peito acelera, o vento fustiga-me a cara, os olhos ardem e como consequência transbordam de néctar salgado, o vento brinca com o meu vestido obrigando-o a ficar para trás dando a ilusão de que sou provida de asas, ouço o meu nome ser chamado nas minhas costas mas não me importo, nada importa quando o motivo central da nossa existência está em risco.
Tudo isto apenas porque a superstição me decidiu assaltar no dia mais feliz da minha vida, porque é que as entranhas do sobrenatural me tinham de visitar hoje, logo hoje, o dia do meu casamento.
Excerto de um livro que um dia talvez escreva
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Deusa

Perdoa-me por não te esquecer,
Oh milenar emoção,
abraça-me no teu poder,
Oh caprichosa sensação.
Floresce no meu coração
e enterra a amabilidade da compreensão.
Não sei quem és,
apenas o que provocas,
tempestades na monotonia da maré.
Aqueces o gelo da solidão
e destróis a falsidade enganosa.
Como és bela Oh Amizade Celestial.
Deusa do Cristal.
Vera Silva
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