segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E “PUMBA” toma lá um amor

Situações engraçadas são o que mais divertem o destino, esse gosta de se rir das situações que ele próprio cria sem se lembrar que muitas vezes andamos as aranhas por causa dos planos dele, mas lá no fundo, bem no fundo, naquele cantinho remoto e distante do coração só quer o bem da humanidade.


Já te tinha observado antes como é óbvio, e logo te tornaste um bom amigo, cheguei mesmo a pensar e a olhar-te como algo mais que um amigo, mas esse pensamento logo era perdido pelas diferentes dúvidas entre as quais que merecias muito mais do que aquilo que te podia dar, e que jamais em momento algum me olharias como rapariga que sou. Fui-te conhecendo e aprendendo a descodificar as tuas feições compreendendo os sorrisos, e percebendo as tuas piadas secas, ditas apenas quando alguém se encontrava triste, era a tua maneira discreta de animares quem te rodeia. Depois vieram as férias de Natal, período pelo qual sinto um natural ódio camuflado pelo aborrecimento, fizeste-me companhia, tivemos dias que começávamos a falar as 9h e só parávamos quando um dos dois se dava por vencido ao sono, geralmente era eu com hora habitual para dormir, passamos o ano Novo praticamente sempre a falar, e foste o primeiro a dar-me as boas entradas de 2011, comecei a afeiçoar-me cada vez mais, e a apaixonar-me por quem realmente eras, já me tinha apercebido de algo, quando de uma maneira bastante minuciosa comentaste a minha escrita. Escrevo á mais de 3 anos, e muitas pessoas já lerem os meus textos, desde professores a amigos meus... e nunca nenhum deles foi tão preciso como tu, deste a tua opinião e em meia dúzia de palavras desvendaste a minha maneira de pensar e compreendeste o motivo pelo qual escrevia assim, surpreendeste-me pela positiva e mostraste que podia confiar em ti.

Amo-te pelo que és mas apaixonei-me pela maneira como me vês.


E o destino ri-se á socapa sem querer saber do que fez, e agora ando com um sorriso ridículo na cara sem saber muito bem porque, ou constantemente a olhar o telemóvel a espera que me digas algo, é uma dependência, um vício, mas um vício saudável do qual não quero despegar… Adoro tudo o que fazes, a maneira como te ris, a forma como semicerras os olhos quando te beijo de surpresa, o facto de estares continuamente a dizer que me amas, e mais do que tudo, me amares da maneira que sou… És como chocolate com pimenta, doce e meigo como só um namorado maravilhoso poderia ser, mas com um toque de pimenta para alegrar a situação, com essa marotisse que te caracteriza, que me faz rir sem motivo aparente. Os sonhos preenchem-me a mente e tu és sempre o actor principal, culpa tua que não me sais do pensamento.

É engraçado como para escrever sobre tantas e variadas coisas sem significado, comparado a este tema, as palavras transbordam numa cascata imensa, mas agora para falar do que sinto do que penso, as palavras embatem sobre um muro e não têm força suficiente para o ultrapassar, a insuficiência do transparecer do sentimento faz me sentir incapacitada, mas talvez apenas porque o sentimento seja de tal modo grande que não existam palavras para o descrever. Estou feliz, sinto-me feliz e quero estar feliz, contigo sinto-me assim.

Amo-te Shiruba

Sem qualquer outro heterónimo

Vera Silva

Sem comentários:

Enviar um comentário