Não tenho inspiração, ou a que tenho exagera, em demasia.
Sede maltratada, pela fome maquiavélica da saudade, que perdera o interesse, e assim se foi, sem razão ou magoa.
Lágrimas, o que é isso? Marcas de um passado, que fora enterrado, com a capacidade de ressurreição, mas com o dobro da intensidade.
Queima por dentro, o desejo esmagado, ouve-se em modo lento, a luz parada na encruzilhada da vida.
Gosto pela estúpida complexidade, que abusa do sonho da realidade, escondida por entre as múltiplas facetas criadas por algum pensamento, que fora pensado e não devia.
Rir? Há muito que não sei o que isso é. Deixei esquecido e esmagado, no interior de um velho romance, onde as letras do título, se apagaram de velhice, repousando, no fundo de uma instante, no lugar dos esquecidos.
Esquecer? Não sei bem para quê... Nunca se esquece, apenas se atribui uma importância menor, sem repouso ou dor.
Inspiração, invade-me com paixão, e lê meus pensamentos, só a ti me dou, pois tu não me atraiçoarás, e nossos filhos serão, o fruto da nossa união, textos que poucos compreenderão.

Soraia Sofia
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