Um dia enviaram-me um mail com a seguinte mensagem:
"Uma Rapariga perguntou a um Rapaz se ele a achava bonita, ele disse...não. Ela perguntou se ele queria ficar com ela para a eternidade....e, ele disse não. Então ela perguntou-lhe, se ela se fosse embora, se ele iria chorar, e mais uma vez ele respondeu com um não. Ela já tinha ouvido demais. Assim, quando estava a ir embora, lágrimas caíam da sua face, o rapaz agarrou seu braço e disse... Tu não és bonita: És linda. Eu não quero ficar contigo para sempre. Eu PRECISO de ficar contigo para sempre. Eu não iria chorar se tu fosses embora...eu iria morrer..."
Estupidamente comoveu-me, fiquei sem palavras, ou as que fiquei puseram de uma maneira tão carente que me sinto revoltada só de pensar como esta mensagem me deixou...
Será possível que algum rapaz me diga isto, algum dia?
Que tenha sensibilidade suficiente para tal?
Mas acima de tudo que sinta o que está a dizer, e que a minha pessoa tenha tal importância para alguém.
Era um sonho, um sonho bom, mas nem essa sorte tenho eu, sonhos? Há muito que os bons fugiram de mim, ainda mais na realidade, tornam-se pequenos fantasmas que habitam o sótão da inconsciência.
Mas é tão bom sonhar, sentimo-nos livres, para voar, ser aquele alguém que no quotidiano da vida não podemos ser, pois corremos o risco de ser colocados de parte pela sociedade.
É este o nosso dilema, fingir para ser aceite. E quem o tentar revelar é igualmente posto de parte, acho espectacular a solidariedade presente na mente demente destes seres que são (mas não deviam ser) os donos do topo da cadeia alimentar.
Escrevo pensamentos, ambições e desejos... Falo de mim, do estado do Mundo, da caracterização do subconsciente de cada um, que se encontra no oposto do senso comum. Tenho uma visão ligeiramente diferente do geral e é isso que me caracteriza.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Fantasia
Escrevo, para me sentir livre, sem ninguém ao lado para me dizer o que devo ou não fazer.
Ligo a música, entro no meu Mundo; é apenas meu, ninguém entra, e tenho total controlo sobre os meus pensamentos, tudo o que desejo se realiza, e nada nem ninguém me pode impedir de o fazer. Sou dona de mim própria, e naquele instante de milésimo de segundo, não há olhares curiosos e absurdos a incriminar-me das minhas ideias anti-senso comum.
Estúpida civilização, consumiu esta Natureza, que é o que de melhor temos, e até isso destróiem...
Depois criticam quem tenta fazer a diferença, por dizerem as verdades na cara, acho impressionante a capacidade de hipocrisia que deambula nas estradas da falsidade que faz esquina com a crueldade e imbecilidade existentes na superfície da corcunda remota da ignorância!
Ligo a música, entro no meu Mundo; é apenas meu, ninguém entra, e tenho total controlo sobre os meus pensamentos, tudo o que desejo se realiza, e nada nem ninguém me pode impedir de o fazer. Sou dona de mim própria, e naquele instante de milésimo de segundo, não há olhares curiosos e absurdos a incriminar-me das minhas ideias anti-senso comum.
Estúpida civilização, consumiu esta Natureza, que é o que de melhor temos, e até isso destróiem...
Depois criticam quem tenta fazer a diferença, por dizerem as verdades na cara, acho impressionante a capacidade de hipocrisia que deambula nas estradas da falsidade que faz esquina com a crueldade e imbecilidade existentes na superfície da corcunda remota da ignorância!
Estupidez
Acredito em ti,
pois para mim,
és uma amuleto em cetim,
que nunca tem fim,
que nunca se esquece de mim,
que me imagina numa flor de jasmim.
Pensar e conhecer,
Imaginar-te e não te ter,
lembrar-te e não te ver,
querer alcançar-te sem poder,
sonhar e não saber,
chorar para esquecer,
a lembrança daquele ser,
que me ama e não crê.
Porquê este sufocar?
Este sentir e não dar,
este desejo de te amar,
e o teu falso acreditar,
do teu inconsciente olhar,
que me leva a sonhar,
algo que dificilmente se realizará.
E neste desejar,
penso nos teus olhos cor de mar,
no teu sorriso de encantar,
na tua face por barbear,
nas tuas sapatilhas por descalçar,
no teu cabelo por despentear,
e…nos teus lábios por beijar…
***
pois para mim,
és uma amuleto em cetim,
que nunca tem fim,
que nunca se esquece de mim,
que me imagina numa flor de jasmim.
Pensar e conhecer,
Imaginar-te e não te ter,
lembrar-te e não te ver,
querer alcançar-te sem poder,
sonhar e não saber,
chorar para esquecer,
a lembrança daquele ser,
que me ama e não crê.
Porquê este sufocar?
Este sentir e não dar,
este desejo de te amar,
e o teu falso acreditar,
do teu inconsciente olhar,
que me leva a sonhar,
algo que dificilmente se realizará.
E neste desejar,
penso nos teus olhos cor de mar,
no teu sorriso de encantar,
na tua face por barbear,
nas tuas sapatilhas por descalçar,
no teu cabelo por despentear,
e…nos teus lábios por beijar…
***
Paixão perdida
Fraga partida,
pena quebrada,
luz alusiva,
coração destroçado.
Dor faminta,
desmedida paixão.
Mas a cor acredita,
na obscura imensidão.
Lastro raso,
mastro partido.
É dado o azo,
a ele caído.
Ansiedade sôfrega,
compaixão guerreada.
Descontrolada e sórdida,
como uma fachada.
Frase inacabada,
felicidade esquecida.
Alma destroçada,
visão destorcida.
Quero encarar,
o teu eu repugnante.
Mas meu olhar,
encontra-se distante.
Falta de coragem,
exagero de cobardia.
E na miragem,
A esquecida maresia.
***
pena quebrada,
luz alusiva,
coração destroçado.
Dor faminta,
desmedida paixão.
Mas a cor acredita,
na obscura imensidão.
Lastro raso,
mastro partido.
É dado o azo,
a ele caído.
Ansiedade sôfrega,
compaixão guerreada.
Descontrolada e sórdida,
como uma fachada.
Frase inacabada,
felicidade esquecida.
Alma destroçada,
visão destorcida.
Quero encarar,
o teu eu repugnante.
Mas meu olhar,
encontra-se distante.
Falta de coragem,
exagero de cobardia.
E na miragem,
A esquecida maresia.
***
Explica-me como o Mundo Funciona!
Na obscuridade da vida,
na penumbra da noite,
tento perceber como é fatídica,
esta esperança tipo ponte.
Tento compreender o incompreensível.
Acreditar no inacreditável.
Como é complicado esta simples vida,
como é desnecessário ser estável.
Aparência de anjo,
astúcia de serpente.
E como invejável é,
a incapacidade do inocente.
Nas entrelinhas do destino,
nas passadas da vida.
Como é ingrato este caminho,
sendo a desgraça comprometida.
Tentativa de frustração,
incompreensão credível.
A falta de comunicação,
que torna a vida inesquecível.
Ás portas da vida larga,
a infelicidade esquecida,
é lembrada em larga escala,
devido a moça caída.
Momento obsceno,
de carinho ultrajado.
Olhar transcendente,
de um destino ultrapassado.
***
na penumbra da noite,
tento perceber como é fatídica,
esta esperança tipo ponte.
Tento compreender o incompreensível.
Acreditar no inacreditável.
Como é complicado esta simples vida,
como é desnecessário ser estável.
Aparência de anjo,
astúcia de serpente.
E como invejável é,
a incapacidade do inocente.
Nas entrelinhas do destino,
nas passadas da vida.
Como é ingrato este caminho,
sendo a desgraça comprometida.
Tentativa de frustração,
incompreensão credível.
A falta de comunicação,
que torna a vida inesquecível.
Ás portas da vida larga,
a infelicidade esquecida,
é lembrada em larga escala,
devido a moça caída.
Momento obsceno,
de carinho ultrajado.
Olhar transcendente,
de um destino ultrapassado.
***
A bela donzela e o Cavaleiro sem armadura
A bela donzela,
Apaixonada estava,
Por medo ou cobardia,
Não aceitava o que sentia.
Oh fascinada demente,
Não vês que estas inconsciente,
E no deleito do teu enganar,
Não demonstras o teu amar.
O sorriso inquieto,
De quem tudo te quer
Do mundo incerto,
Apenas te querer e não poder ter.
O cavaleiro sem armadura,
Dos tempos modernos,
Não escapa a ternura,
Dos teus olhos castanhos.
O teu receio de encarar,
Este sentimento tão bom de dar,
Que acompanha o teu triste estar,
Da força de esconder o amar.
Oh donzela rainha,
Por não ter armadura,
E sem o escudo da tua ternura,
lhe feriste o coração.
Ele ofereceu-te o coração,
E tu caprichosa do não,
Incapaz de um gesto de paixão,
Lhe partiste o coração.
Indignado e frustrado,
Com o órgão em pedaços,
A inocência de cuidar,
Do obscuro paladar.
De acordo com que diz,
Ela todos os sinais lhe dera,
Mas o destino infeliz,
Velos juntos não ponderam.
A grande amizade os une,
Num dueto de três canções,
Mas ela é imune,
As suas preocupações.
Oh donzela difícil,
Não vez que ele e tão fácil,
Deixa de fazer amuo
E vem sentir este sentido único.
Os saltos altos de donzela,
E os cascos de cavalo,
Fazem desta muito bela,
Na incompreensão do estado.
O fascinado do fascinador,
Que não usa o detector,
Do sentimento que e o amor,
Deste complexo pecador.
A fantasia do desejar,
O porque desta não dar,
Ao cavaleiro o amar
O sentir e gostar.
Ri-se por entre cabelos,
O sorriso sóbrio da adolescência,
Incapaz de objectivar os lados,
Do olhar de indecência.
O amor que despultara,
Da estúpida sensatez,
O olhar cru invejara,
Da mórbida rapidez.
Ele calado e ambíguo,
Fornecera a liberdade,
Do ilustre abismo,
Que fornecera a grandiosidade.
Ela ama-o,
Será que sabe,
Será que esconde a verdade,
Desta falsa falsidade.
A incompreensão esbaforida,
Não olha ao objectivo,
Do caminho com ida,
Que raramente é contida.
Furiosa no silêncio,
Da madrugada do desconhecido,
O amor é imenso,
Mas só um e admitido.
Difícil é acreditar,
O meio de dar,
Ao falecido escutar,
A sombra do seu olhar.
A complicação do arreliar,
O estratagema de entender,
A credibilidade em encarar,
O furor de gostar.
Os brincos de esmeralda,
A instituição em alta,
De não depende o sentimento,
Do inútil conhecimento.
Oh mágoa inglesa,
Da profundo frieza,
Da escusada demência,
Da complicada essência.
Amor cruel,
De confuso entendimento,
Ele esmagado pelo cordel,
Do estúpido sentimento.
Chorar interiormente,
O espantalho dormente,
Do futuro de aparecer,
Este oculto parecer.
Rir-se engasgado,
De fácil transparência,
No fundo magoado,
Pela inculta assistência.
O sonho de dormir,
Nos braços doces e fracos,
Do sorriso e explodir,
Da perpetua dos fados.
Olhar, escutar, gostar,
Pensar, cantar, apaixonar,
Romancear, andar, adivinhar,
Abraçar, pensar, dançar,
Lembrar, encantar, deslumbrar,
E por fim te amar.
***
Apaixonada estava,
Por medo ou cobardia,
Não aceitava o que sentia.
Oh fascinada demente,
Não vês que estas inconsciente,
E no deleito do teu enganar,
Não demonstras o teu amar.
O sorriso inquieto,
De quem tudo te quer
Do mundo incerto,
Apenas te querer e não poder ter.
O cavaleiro sem armadura,
Dos tempos modernos,
Não escapa a ternura,
Dos teus olhos castanhos.
O teu receio de encarar,
Este sentimento tão bom de dar,
Que acompanha o teu triste estar,
Da força de esconder o amar.
Oh donzela rainha,
Por não ter armadura,
E sem o escudo da tua ternura,
lhe feriste o coração.
Ele ofereceu-te o coração,
E tu caprichosa do não,
Incapaz de um gesto de paixão,
Lhe partiste o coração.
Indignado e frustrado,
Com o órgão em pedaços,
A inocência de cuidar,
Do obscuro paladar.
De acordo com que diz,
Ela todos os sinais lhe dera,
Mas o destino infeliz,
Velos juntos não ponderam.
A grande amizade os une,
Num dueto de três canções,
Mas ela é imune,
As suas preocupações.
Oh donzela difícil,
Não vez que ele e tão fácil,
Deixa de fazer amuo
E vem sentir este sentido único.
Os saltos altos de donzela,
E os cascos de cavalo,
Fazem desta muito bela,
Na incompreensão do estado.
O fascinado do fascinador,
Que não usa o detector,
Do sentimento que e o amor,
Deste complexo pecador.
A fantasia do desejar,
O porque desta não dar,
Ao cavaleiro o amar
O sentir e gostar.
Ri-se por entre cabelos,
O sorriso sóbrio da adolescência,
Incapaz de objectivar os lados,
Do olhar de indecência.
O amor que despultara,
Da estúpida sensatez,
O olhar cru invejara,
Da mórbida rapidez.
Ele calado e ambíguo,
Fornecera a liberdade,
Do ilustre abismo,
Que fornecera a grandiosidade.
Ela ama-o,
Será que sabe,
Será que esconde a verdade,
Desta falsa falsidade.
A incompreensão esbaforida,
Não olha ao objectivo,
Do caminho com ida,
Que raramente é contida.
Furiosa no silêncio,
Da madrugada do desconhecido,
O amor é imenso,
Mas só um e admitido.
Difícil é acreditar,
O meio de dar,
Ao falecido escutar,
A sombra do seu olhar.
A complicação do arreliar,
O estratagema de entender,
A credibilidade em encarar,
O furor de gostar.
Os brincos de esmeralda,
A instituição em alta,
De não depende o sentimento,
Do inútil conhecimento.
Oh mágoa inglesa,
Da profundo frieza,
Da escusada demência,
Da complicada essência.
Amor cruel,
De confuso entendimento,
Ele esmagado pelo cordel,
Do estúpido sentimento.
Chorar interiormente,
O espantalho dormente,
Do futuro de aparecer,
Este oculto parecer.
Rir-se engasgado,
De fácil transparência,
No fundo magoado,
Pela inculta assistência.
O sonho de dormir,
Nos braços doces e fracos,
Do sorriso e explodir,
Da perpetua dos fados.
Olhar, escutar, gostar,
Pensar, cantar, apaixonar,
Romancear, andar, adivinhar,
Abraçar, pensar, dançar,
Lembrar, encantar, deslumbrar,
E por fim te amar.
***
Quantas vezes?
Quantas vezes não olhei para trás,
e vi-me só, na crueldade,
lembrando a memória sagaz,
que não corresponde à realidade.
Quantas vezes não amei,
não sonhei e desesperei,
apenas por um sorriso teu,
que até agora não fora meu.
Quantas vezes ganhei asas,
com risadas despegadas,
que formam doces canções,
como um amontoado de harpas.
Quantas vezes me emocionei,
só de olhar teus olhos achei,
que parar iria meu coração,
partido na palma da mão.
Quantas vezes me odiei,
a desgraça que estudei
porque em segredo te amei,
no puro pecado me apaixonei,
e sozinha assim fiquei.
Quantas vezes falei sozinha,
de um canto abandonada,
lágrimas na face minha,
choravam a falsa hipocrisia.
Quantas vezes não parei,
e assim me virei,
esperançada que ali estivesses,
e com teus braços me rodeasses.
Quantas vezes não pensei,
que eu tudo te dei,
e quando mais precisava,
sumiste do mapa.
Quantas vezes, diz-me,
não te lembraste de mim,
na tortura eu me fiz,
pela ausência do teu sim!
Quantas vezes sonhei,
com um carinho teu,
mas sempre amuei,
pois não te lembras do que era meu.
Quantas vezes chorei,
E em vão assim fiquei,
Com a dor de uma traição,
De um Mundo de confusão.
Quantas vezes me esperanças-te,
com falsas esperanças,
no jogo que não jogaste
numa mascara cheia de manchas.
Quantas vezes me usas-te,
sem dor e com arte,
num teatro que inventas-te,
no perpétuo passado que traçaste.
Quantas vezes me mentiste,
com falsidade mascarada,
sozinho dormiste,
no fio da espada.
Quantas vezes caminhei,
ao teu lado de mão dada,
em sorrisos me perdia,
como uma garota mimada.
Quantas vezes imaginei,
que contigo ficaria,
e assim eu tracei,
um futuro que me sorria.
Quantas vezes te apoiei,
sem pensar duas vezes,
jamais contestei,
uma fala tua.
Quantas vezes entristeci,
com ciúme inocente,
e na fúria em que vivi,
amei teu corpo e mente.
Quantas vezes te pedia,
para me tratares de outra forma,
as tuas palavras não media,
e na minha mágoa permanecia.
Quantas vezes não escutavas,
um concelho de amiga,
ocupado sempre estavas,
e esquecias de quem sentia.
Quantas vezes sentiste falta,
das minhas piadas sem graça,
do meu humor em alta,
do lado oposto da farsa.
Quantas vezes me disseste,
que me adoravas com calor,
e no inverno do teu humor,
eu te aquecia como se contente estivesse.
Quantas vezes me sorriste,
enganadoramente traiçoeiro,
mas por vezes o destino exige,
um carinho teu primeiro.
Quantas vezes me trocavas,
por uma companhia exterior,
que mais tarde ou cedo,
te traia com falso amor.
Quantas vezes sentada na praia,
imaginava com amor,
os momentos bem passados,
livres de qualquer pecado mor.
Quantas vezes inocentemente,
eu te seguia sem perguntar,
o porquê de nunca estares,
quando mais precisava que ficasses.
Quantas vezes te esquecias,
da minha ilustre presença,
e naquele momento pendia,
a tua inconsciência tensa.
Quantas vezes te falei,
do mais puro de antemão,
e tu incrédulo ameaçavas,
a possível separação.
Quantas vezes me avisaram,
que tu nada valias,
e na completa eloquência ,
eu tudo (sempre) te daria.
Quantas vezes me assustaste,
com supostas partidas,
e os segredos deixaste,
no fundo da vida.
Quantas vezes me perguntei,
porque tanto sofria,
e na esperança em que te amei,
descobri que meu coração assim o queria.
Quantas vezes eu fúria,
era capaz de te bater,
e com uma simples palavra,
fazias meu coração se enternecer.
Quantas vezes na consciência,
daquilo que julgava saber,
resguardavas-te da tua essência,
do amor no meu entender.
Quantos vezes sufocada,
gritava no silêncio,
da ilustre madrugada,
o cheiro forte a incenso.
Quantas vezes me confundi,
com aquilo que sentia,
mas estrategicamente assim,
eu com receio não te dizia.
Quantas vezes e por fim,
desejei te dizer adeus,
mas na cobardia (amor) que existe em mim,
jamais o conseguirei fazer.
***
(mas isso foi passado)
e vi-me só, na crueldade,
lembrando a memória sagaz,
que não corresponde à realidade.
Quantas vezes não amei,
não sonhei e desesperei,
apenas por um sorriso teu,
que até agora não fora meu.
Quantas vezes ganhei asas,
com risadas despegadas,
que formam doces canções,
como um amontoado de harpas.
Quantas vezes me emocionei,
só de olhar teus olhos achei,
que parar iria meu coração,
partido na palma da mão.
Quantas vezes me odiei,
a desgraça que estudei
porque em segredo te amei,
no puro pecado me apaixonei,
e sozinha assim fiquei.
Quantas vezes falei sozinha,
de um canto abandonada,
lágrimas na face minha,
choravam a falsa hipocrisia.
Quantas vezes não parei,
e assim me virei,
esperançada que ali estivesses,
e com teus braços me rodeasses.
Quantas vezes não pensei,
que eu tudo te dei,
e quando mais precisava,
sumiste do mapa.
Quantas vezes, diz-me,
não te lembraste de mim,
na tortura eu me fiz,
pela ausência do teu sim!
Quantas vezes sonhei,
com um carinho teu,
mas sempre amuei,
pois não te lembras do que era meu.
Quantas vezes chorei,
E em vão assim fiquei,
Com a dor de uma traição,
De um Mundo de confusão.
Quantas vezes me esperanças-te,
com falsas esperanças,
no jogo que não jogaste
numa mascara cheia de manchas.
Quantas vezes me usas-te,
sem dor e com arte,
num teatro que inventas-te,
no perpétuo passado que traçaste.
Quantas vezes me mentiste,
com falsidade mascarada,
sozinho dormiste,
no fio da espada.
Quantas vezes caminhei,
ao teu lado de mão dada,
em sorrisos me perdia,
como uma garota mimada.
Quantas vezes imaginei,
que contigo ficaria,
e assim eu tracei,
um futuro que me sorria.
Quantas vezes te apoiei,
sem pensar duas vezes,
jamais contestei,
uma fala tua.
Quantas vezes entristeci,
com ciúme inocente,
e na fúria em que vivi,
amei teu corpo e mente.
Quantas vezes te pedia,
para me tratares de outra forma,
as tuas palavras não media,
e na minha mágoa permanecia.
Quantas vezes não escutavas,
um concelho de amiga,
ocupado sempre estavas,
e esquecias de quem sentia.
Quantas vezes sentiste falta,
das minhas piadas sem graça,
do meu humor em alta,
do lado oposto da farsa.
Quantas vezes me disseste,
que me adoravas com calor,
e no inverno do teu humor,
eu te aquecia como se contente estivesse.
Quantas vezes me sorriste,
enganadoramente traiçoeiro,
mas por vezes o destino exige,
um carinho teu primeiro.
Quantas vezes me trocavas,
por uma companhia exterior,
que mais tarde ou cedo,
te traia com falso amor.
Quantas vezes sentada na praia,
imaginava com amor,
os momentos bem passados,
livres de qualquer pecado mor.
Quantas vezes inocentemente,
eu te seguia sem perguntar,
o porquê de nunca estares,
quando mais precisava que ficasses.
Quantas vezes te esquecias,
da minha ilustre presença,
e naquele momento pendia,
a tua inconsciência tensa.
Quantas vezes te falei,
do mais puro de antemão,
e tu incrédulo ameaçavas,
a possível separação.
Quantas vezes me avisaram,
que tu nada valias,
e na completa eloquência ,
eu tudo (sempre) te daria.
Quantas vezes me assustaste,
com supostas partidas,
e os segredos deixaste,
no fundo da vida.
Quantas vezes me perguntei,
porque tanto sofria,
e na esperança em que te amei,
descobri que meu coração assim o queria.
Quantas vezes eu fúria,
era capaz de te bater,
e com uma simples palavra,
fazias meu coração se enternecer.
Quantas vezes na consciência,
daquilo que julgava saber,
resguardavas-te da tua essência,
do amor no meu entender.
Quantos vezes sufocada,
gritava no silêncio,
da ilustre madrugada,
o cheiro forte a incenso.
Quantas vezes me confundi,
com aquilo que sentia,
mas estrategicamente assim,
eu com receio não te dizia.
Quantas vezes e por fim,
desejei te dizer adeus,
mas na cobardia (amor) que existe em mim,
jamais o conseguirei fazer.
***
(mas isso foi passado)
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