A bela donzela,
Apaixonada estava,
Por medo ou cobardia,
Não aceitava o que sentia.
Oh fascinada demente,
Não vês que estas inconsciente,
E no deleito do teu enganar,
Não demonstras o teu amar.
O sorriso inquieto,
De quem tudo te quer
Do mundo incerto,
Apenas te querer e não poder ter.
O cavaleiro sem armadura,
Dos tempos modernos,
Não escapa a ternura,
Dos teus olhos castanhos.
O teu receio de encarar,
Este sentimento tão bom de dar,
Que acompanha o teu triste estar,
Da força de esconder o amar.
Oh donzela rainha,
Por não ter armadura,
E sem o escudo da tua ternura,
lhe feriste o coração.
Ele ofereceu-te o coração,
E tu caprichosa do não,
Incapaz de um gesto de paixão,
Lhe partiste o coração.
Indignado e frustrado,
Com o órgão em pedaços,
A inocência de cuidar,
Do obscuro paladar.
De acordo com que diz,
Ela todos os sinais lhe dera,
Mas o destino infeliz,
Velos juntos não ponderam.
A grande amizade os une,
Num dueto de três canções,
Mas ela é imune,
As suas preocupações.
Oh donzela difícil,
Não vez que ele e tão fácil,
Deixa de fazer amuo
E vem sentir este sentido único.
Os saltos altos de donzela,
E os cascos de cavalo,
Fazem desta muito bela,
Na incompreensão do estado.
O fascinado do fascinador,
Que não usa o detector,
Do sentimento que e o amor,
Deste complexo pecador.
A fantasia do desejar,
O porque desta não dar,
Ao cavaleiro o amar
O sentir e gostar.
Ri-se por entre cabelos,
O sorriso sóbrio da adolescência,
Incapaz de objectivar os lados,
Do olhar de indecência.
O amor que despultara,
Da estúpida sensatez,
O olhar cru invejara,
Da mórbida rapidez.
Ele calado e ambíguo,
Fornecera a liberdade,
Do ilustre abismo,
Que fornecera a grandiosidade.
Ela ama-o,
Será que sabe,
Será que esconde a verdade,
Desta falsa falsidade.
A incompreensão esbaforida,
Não olha ao objectivo,
Do caminho com ida,
Que raramente é contida.
Furiosa no silêncio,
Da madrugada do desconhecido,
O amor é imenso,
Mas só um e admitido.
Difícil é acreditar,
O meio de dar,
Ao falecido escutar,
A sombra do seu olhar.
A complicação do arreliar,
O estratagema de entender,
A credibilidade em encarar,
O furor de gostar.
Os brincos de esmeralda,
A instituição em alta,
De não depende o sentimento,
Do inútil conhecimento.
Oh mágoa inglesa,
Da profundo frieza,
Da escusada demência,
Da complicada essência.
Amor cruel,
De confuso entendimento,
Ele esmagado pelo cordel,
Do estúpido sentimento.
Chorar interiormente,
O espantalho dormente,
Do futuro de aparecer,
Este oculto parecer.
Rir-se engasgado,
De fácil transparência,
No fundo magoado,
Pela inculta assistência.
O sonho de dormir,
Nos braços doces e fracos,
Do sorriso e explodir,
Da perpetua dos fados.
Olhar, escutar, gostar,
Pensar, cantar, apaixonar,
Romancear, andar, adivinhar,
Abraçar, pensar, dançar,
Lembrar, encantar, deslumbrar,
E por fim te amar.
***
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