terça-feira, 24 de novembro de 2009

A bela donzela e o Cavaleiro sem armadura

A bela donzela,
Apaixonada estava,
Por medo ou cobardia,
Não aceitava o que sentia.

Oh fascinada demente,
Não vês que estas inconsciente,
E no deleito do teu enganar,
Não demonstras o teu amar.

O sorriso inquieto,
De quem tudo te quer
Do mundo incerto,
Apenas te querer e não poder ter.

O cavaleiro sem armadura,
Dos tempos modernos,
Não escapa a ternura,
Dos teus olhos castanhos.

O teu receio de encarar,
Este sentimento tão bom de dar,
Que acompanha o teu triste estar,
Da força de esconder o amar.

Oh donzela rainha,
Por não ter armadura,
E sem o escudo da tua ternura,
lhe feriste o coração.

Ele ofereceu-te o coração,
E tu caprichosa do não,
Incapaz de um gesto de paixão,
Lhe partiste o coração.

Indignado e frustrado,
Com o órgão em pedaços,
A inocência de cuidar,
Do obscuro paladar.

De acordo com que diz,
Ela todos os sinais lhe dera,
Mas o destino infeliz,
Velos juntos não ponderam.

A grande amizade os une,
Num dueto de três canções,
Mas ela é imune,
As suas preocupações.

Oh donzela difícil,
Não vez que ele e tão fácil,
Deixa de fazer amuo
E vem sentir este sentido único.

Os saltos altos de donzela,
E os cascos de cavalo,
Fazem desta muito bela,
Na incompreensão do estado.

O fascinado do fascinador,
Que não usa o detector,
Do sentimento que e o amor,
Deste complexo pecador.

A fantasia do desejar,
O porque desta não dar,
Ao cavaleiro o amar
O sentir e gostar.

Ri-se por entre cabelos,
O sorriso sóbrio da adolescência,
Incapaz de objectivar os lados,
Do olhar de indecência.

O amor que despultara,
Da estúpida sensatez,
O olhar cru invejara,
Da mórbida rapidez.

Ele calado e ambíguo,
Fornecera a liberdade,
Do ilustre abismo,
Que fornecera a grandiosidade.

Ela ama-o,
Será que sabe,
Será que esconde a verdade,
Desta falsa falsidade.

A incompreensão esbaforida,
Não olha ao objectivo,
Do caminho com ida,
Que raramente é contida.

Furiosa no silêncio,
Da madrugada do desconhecido,
O amor é imenso,
Mas só um e admitido.

Difícil é acreditar,
O meio de dar,
Ao falecido escutar,
A sombra do seu olhar.

A complicação do arreliar,
O estratagema de entender,
A credibilidade em encarar,
O furor de gostar.

Os brincos de esmeralda,
A instituição em alta,
De não depende o sentimento,
Do inútil conhecimento.

Oh mágoa inglesa,
Da profundo frieza,
Da escusada demência,
Da complicada essência.

Amor cruel,
De confuso entendimento,
Ele esmagado pelo cordel,
Do estúpido sentimento.

Chorar interiormente,
O espantalho dormente,
Do futuro de aparecer,
Este oculto parecer.

Rir-se engasgado,
De fácil transparência,
No fundo magoado,
Pela inculta assistência.

O sonho de dormir,
Nos braços doces e fracos,
Do sorriso e explodir,
Da perpetua dos fados.

Olhar, escutar, gostar,
Pensar, cantar, apaixonar,
Romancear, andar, adivinhar,
Abraçar, pensar, dançar,
Lembrar, encantar, deslumbrar,
E por fim te amar.

***

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