terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pensamentos e devaneios


Nota: Para quem ainda não viu o filme, não é aconselhável ler este post, com risco de estragar a surpresa do mesmo.

Há dias fui ver um filme, intitulado "Lua Nova", numa parte, já avançada do filme, Edward prestes a condenar-se, entrega-se há sorte do destino, caminha para o Sol, para assim ser condenado pelos Volturi, Bella, corre para o salvar, e impedi-lo de fazer esta loucura. Por momentos Edward fecha os olhos, e ao ouvir as palavras da sua amada pensa estar no paraíso, Bella tenta fazer com que este abra os olhos, mas este a abraça, julgando-se morto, mas acima de tudo, feliz...
A beleza da cena é indescritível, a música de fundo ajuda, mas os actores, têm uma capacidade incrível de levar a ideia de amor real, ao espectador, que arrebata o mais insensível. É dessa mesma ilusão que anseio.
Sonho com um amor assim, um amor que me leve a pensar que sou única e indispensável na vida de alguém, capaz de com um simples olhar trazer um sorriso aos seus lábios mais que doces, e um meu beijo meu tenha sabor a água, o mesmo sabor que teria caso este tivesse a morrer de sede no meio do deserto.
Sonhadora? Talvez, mas será pecado sonhar, se ao sonhar me sinto feliz e se por milésimos de segundo, os problemas desaparecem, e já não me encontro sozinha no meu quarto, já não tenho frio ou calor, tudo o que desejo se realiza, sou feliz, no meu Mundo de ilusões saudáveis, onde o que de mais misterioso em mim se revela, momentaneamente, sem aviso prévio, ou consequência negativa e nefasta. Sou divertida ou triste, tenho coragem, que ainda não vi em nenhum ser vivo, ou fujo, de alguém que quero que me persiga e me abrace com força para não fugir, luto, sem qualquer receio, amo, da maneira mais fugaz, ou carinhosa existente há face da Terra, sou querida e dona de múltiplas sensações que se fossem de verdade eu morreria, pois meu corpo não aguentaria tamanha alegria.
Mas que estou eu a dizer? Estou enganada no que digo ou redijo, são verdadeiras as sensações, mas a dor ao acordar, dói mais que qualquer punhal, enterrado no coração de frente pela pessoa que amamos.
E volto, há simplicidade mais simples de mim... E crio a real paixão por um Mundo, que ninguém pode poluir, pois é só meu, e a chave deste Mundo está escondida num poço de saudade há muito abandonado pela liberdade de querer.

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