Há dias levantaram a questão do “romantismo”. O assunto surgiu num parágrafo de uma crónica escrita por um amigo meu. Aquilo mexeu comigo e de certa forma espevitou a parte argumentativa do meu cérebro.
A palavra “romantismo” é muitas vezes associada a uma determinada data do ano, a que muitos apelidam de “dia dos namorados”. Eu não tenho nada contra, aliás tenho de me lembrar de abrir uma barraquinha de ursos pindéricos e de velas estragadas (sem falar na lingerie sintética ou comestível, o que for mais piroso) sempre dá para arranjar uns trocos para comprar umas meias com corações cor-de-rosa.
“Romantismo”,infelizmente, tornou-se sinónimo de consumismo, assim como o Natal. Se perguntarem a um rapaz como é que ele pode ser romântico a resposta natural será “comprar umas flores”, “comprar uma prenda”, “pagar um jantar”, e tudo o que mais incluir as palavras “comprar” e “pagar”. Será que alguém se lembra do real significado de ser romântico? Acreditem, é possível ser-se romântico sem gastar grande coisa, por exemplo, ao invés de “pagar” o jantar porque não cozinhar para ela? O mesmo se processa ao contrário. Ao invés de comprar um urso gigante de peluche (e eu até gosto de peluches) porque não lhe tocar uma música em piano, guitarra, ou até cantar se tiver voz para isso? Ser-se criativo é o grande segredo do romantismo, saber como surpreendê-la é o que mantêm a relação dinâmica. Não digo que receber prendas não seja bom, mas é triste lembrar-se apenas disso um dia por ano, e muitas vezes apenas pelo estatuto social de poder afirmar que “eu recebi isto…” e “ele/ela ofereceu-me aquilo”. A vida não é tão bela como um romance, mas fazer um esforço para a tornar similar a algo tão belo é o que torna a vida a razão para se lutar.
O romantismo não é apenas o receber, é o dar sem pensar em receber, o problema é que isto é para levar à letra e não apenas como um slogan de uma campanha natalícia.
Escrevo pensamentos, ambições e desejos... Falo de mim, do estado do Mundo, da caracterização do subconsciente de cada um, que se encontra no oposto do senso comum. Tenho uma visão ligeiramente diferente do geral e é isso que me caracteriza.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
O complicado sentimento
E se entre o pestanejar de uma pomba branca,
Visses a terra e o mar.
Sem querer olhar para dentro dela,Apreendesses a amar.
Maldição apaixonada,
Incongruências do coração.
Um cheiro a nada
E um sabor a paixão.
Num olhar sedutor,
Um sentimento de ardor,
No peito um calor,
Diz-me se isso não é amor.
Não saber o teor,
É algo frustrante e constrangedor,
O ler o sentimento,
Com demasiado encantamento.
Por vezes causa dor e sofrimento.
E de sofrer ando eu farta.
É com ler, sem perceber nada.
Patifaria do destino,
Que engalhofou comigo.
Incompreendida a rendição,
Deste temeroso amar,
É dada sem razão,
Ao atordoado olhar.
Assim se encaixilha o espectáculo da vida,
Que sozinho desatina,
Na esquecida fantasia.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O meu Mundo
Vem… Hoje quero-te mostrar o meu Mundo, lá não há horários, limites, regras, tristezas ou fraquezas, lágrimas, irritação, não existe medo. Vem… que eu ensino-te a voar, segura a minha mão e não te irás perder. Fecha os olhos, respira fundo, mas devagar, vem comigo á terra do nunca ou de sempre. Sem que o teu coração desabroche, deixa-te levar e acredita na vida. Descobre que a felicidade não se encontra em atingir os objectivos, mas no longo caminho que percorres para lá chegar… No meu Mundo uma melodia preenche o ar, é discreta mas alegre, o mar é a minha cama, as rosas a minha almofada e o vento, o meu cobertor. Está sempre sol, sendo este, por vezes substituído por um véu de estrelas com um diamante ao centro, que muitos apelidam de lua. Sou livre, calorosa e feliz, sou em própria sem me conter ou me preocupar com o que quer que seja, canto apenas porque me apetece, e os objectos ao meu redor não se queixam da minha voz, danço descalça sobre a relva macia, ou sobre a areia suave, rodopiando com um sorriso inocente na face. O vento brinca com o meu vestido branco e atira-me o cabelo contra a cara, fazendo cócegas. A água banha-me os pés, parecendo que os beija delicadamente, e quando mergulha nela observo a transparência desta, límpida e pura, ingénua e inocente. Pareço uma criança feliz, constantemente a sorrir e a rir. Corro para o baloiço e mais uma vez sinto o vento acariciar a minha pele, balançando-me de um lado para o outro, sem parar, até que o sono me assalta, roubando-me a consciência e mergulhando na inconsciência… hoje apeteceu-me revelar-te o meu Mundo. Espero que tenhas gostado.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Confusão de palavras
Há pensamentos que por mais importância que lhe dermos nunca, jamais, em momento algum o diremos a pessoa em questão. A filosofia da vida é algo que não pretendo apreender, dá muito trabalho e demais a mais, prefiro eu própria escrever a minha lógica baralhada, a seguir abençoados passos de alguém que nunca chegou a ser perfeito. Peço desculpa pelo absurdo da frase mas a conjectura do segredo assim me obriga, e o descaramento que contenho em défice é demais abstracto para a compreensão total do raciocínio.
Todos os dias impingi-nos de regras implícitas, na maneira como vivemos. Somos obrigados a seguir regras que de tão habituados que estamos nem damos conta, no que comemos, no que dizemos, no que vestimos… A quantidade, o preço, a qualidade, foram tudo coisas inventadas pelo homem, para nos facilitar a vida dizem uns, eu cá não sei, há coisas que apenas servem para complicar, pois o ser humano é um ser complexo, e muito inteligente, aliás, super inteligente, por alguma razão temos o planeta em tão bom estado, a riqueza tão bem distribuída assim como os alimentos, a economia mundial encontra-se bastante solidificada e dá-se mais importância ao tráfego, na construção da terceira ponte, do que aquela noticia sem ênfase algum sobre o pequena subida de 5mil pedidos de refeições para 62MIL PEDIDOS, nem sei porque estou a gastar espaço do meu texto com esta noticia… é muito mais importante saber-se quantos frangos foram atirados ao Roberto.
E no fim disto tudo vêm com uma falsa máscara cantar ao palco sem luzes (ou com luzes a mais) da chamada TV, declarar seus inúmeros feitos, (em sua actual residência) que foram imensos, chegando até para encher uma mão de nada e outra de coisa nenhuma, orgulho da nação. Perdão, percalço meu, esqueci-me de referir as contas nos paraísos fiscais, que são sem dúvida uma demonstração de confiança na actividade bancária do nosso país. Patriotismo extaseante.
Sendo eu inocente nestas andanças pergunto de forma directa, se possível, o porque de tantos segredos na divulgação de assuntos importantes á sociedade? Ninguém vos pediu para se candidatarem, mas ao candidatarem tenham algum respeito por quem erradamente vos escolheu, devem o vosso salário e as viagens a borla e roupa grátis, e os almoços a borlix e os jantares a pala, e as festas a calote. Por isso, se não for pedir muito vejam lá se fazem algo de bom por nós, meras mulas de trabalho escravo e mal pago.
Todos os dias impingi-nos de regras implícitas, na maneira como vivemos. Somos obrigados a seguir regras que de tão habituados que estamos nem damos conta, no que comemos, no que dizemos, no que vestimos… A quantidade, o preço, a qualidade, foram tudo coisas inventadas pelo homem, para nos facilitar a vida dizem uns, eu cá não sei, há coisas que apenas servem para complicar, pois o ser humano é um ser complexo, e muito inteligente, aliás, super inteligente, por alguma razão temos o planeta em tão bom estado, a riqueza tão bem distribuída assim como os alimentos, a economia mundial encontra-se bastante solidificada e dá-se mais importância ao tráfego, na construção da terceira ponte, do que aquela noticia sem ênfase algum sobre o pequena subida de 5mil pedidos de refeições para 62MIL PEDIDOS, nem sei porque estou a gastar espaço do meu texto com esta noticia… é muito mais importante saber-se quantos frangos foram atirados ao Roberto.
E no fim disto tudo vêm com uma falsa máscara cantar ao palco sem luzes (ou com luzes a mais) da chamada TV, declarar seus inúmeros feitos, (em sua actual residência) que foram imensos, chegando até para encher uma mão de nada e outra de coisa nenhuma, orgulho da nação. Perdão, percalço meu, esqueci-me de referir as contas nos paraísos fiscais, que são sem dúvida uma demonstração de confiança na actividade bancária do nosso país. Patriotismo extaseante.
Sendo eu inocente nestas andanças pergunto de forma directa, se possível, o porque de tantos segredos na divulgação de assuntos importantes á sociedade? Ninguém vos pediu para se candidatarem, mas ao candidatarem tenham algum respeito por quem erradamente vos escolheu, devem o vosso salário e as viagens a borla e roupa grátis, e os almoços a borlix e os jantares a pala, e as festas a calote. Por isso, se não for pedir muito vejam lá se fazem algo de bom por nós, meras mulas de trabalho escravo e mal pago.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Hoje não me apetece sorrir
Não é que queira chorar, apenas a vontade de sorrir desvaneceu-se como o pó que se levanta num dia de temporal, não me apetece fazer a vontade a quem se senta ao meu lado e me diz para rir, pois a vida é repleta de coisas boas, tretas, é o que são, dramatismo meu ou pseudo desentendimento do eu pessoal, que destrói por dentro o coração que é composto por uma imensidão gigantesca de coisa nenhuma, e eu aqui, encostada ao parapeito a pensar no dia de amanha que não quero que venha, pois não te terei aqui ao meu lado, para me abraçar me confortar, não precisas de dizer ou fazer nada, apenas sentir a tua face encostada a minha ou os teus braços em redor do meu corpo, sentir a tua respiração no meu cabelo. Como disse antes, não te conheço, e se te conheço quero te esquecer ou então prefiro pensar assim e sentir o oposto.
sábado, 25 de setembro de 2010
O carinho das coisas pequenas
E se um punhal feito de dor perfurasse o centro do meu ser, e se a magoa e a tristeza se unissem num âmago fechado, e se sol se esquece-se de mim e eu sozinha, dormitando sobre a relva macia, fechasse os olhos cansados de jorrar lágrimas e sonhasse. Algo belo, simples e imperfeito, algo que pudesse construir, aperfeiçoar, e nunca acabar, mas se acabasse, haver algo ainda mais promissor e com um grau de dificuldade bastante superior, desafiando o meu intelecto, e assim fosse até ao fim dos tempos ou até que sol deixasse de existir para me acordar, ou vento para me lembrar (a meio da noite) que já se faz tarde, e que terei de ir para aquele sitio que muitos apelidam de “casa”.
As lágrimas secaram, formaram traços na minha face, e tal é a frieza da lágrima que esta congelou mesmo no meio da maçã do rosto. A lua com um sopro aquece-me o corpo, beija-me a face com carinho, como se sua filha fosse, e as minhas supostas irmãs, as estrelas, brincam comigo formando figuras no céu,
Mas tenho de voltar, não sarda o sol lembrasse de mim, e volta do seu passeio para me vir fazer cócegas pelas costas. Despeço-me da lua, e desejo-lhe um bom sono, eis então que algo me atravessa a visão… Acordo, de tantos “se’s” esquecera que de facto adormecera, e um raio de sol maroto brinca com a ponta do meu nariz, de tudo que este mundo tem, é grandioso dar pela presença das coisas mais pequenas.
Leonor Norte
As lágrimas secaram, formaram traços na minha face, e tal é a frieza da lágrima que esta congelou mesmo no meio da maçã do rosto. A lua com um sopro aquece-me o corpo, beija-me a face com carinho, como se sua filha fosse, e as minhas supostas irmãs, as estrelas, brincam comigo formando figuras no céu,
Mas tenho de voltar, não sarda o sol lembrasse de mim, e volta do seu passeio para me vir fazer cócegas pelas costas. Despeço-me da lua, e desejo-lhe um bom sono, eis então que algo me atravessa a visão… Acordo, de tantos “se’s” esquecera que de facto adormecera, e um raio de sol maroto brinca com a ponta do meu nariz, de tudo que este mundo tem, é grandioso dar pela presença das coisas mais pequenas.
Leonor Norte
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Fenix da vida
O fogo é algo gélido, comparado com o ardor do ódio compulsivo e indisfarçável, penetra na mente humana como uma erva daninha e danifica tudo o que existe de bom dentro de nós, boas recordações, amizades passadas, tudo é envolvido numa cinza permanente e mortiça, sem qualquer sinal de vida, uma personificação barata, mas talvez a mais próxima das trevas do mundo obscuro.Mas o mais belo de todos os fogos, é o renascer das cinzas, com uma Fénix elaborada para aquele momento perfeito e indescritível, sem barreiras ou leis que a impeçam de ser quem é, essa sim, é das proezas mais belas que o mundo tem, sem qualquer inquietação pelo mundo que o rodeia, apenas preocupar-se com o irromper á superfície no meio do caos, apenas porque nasceu tornar-se a mais belas das coisas nem que seja por uma fracção de segundo, e tudo a nossa volta se torna fundamental para a clareza da mente humana.
O fogo consome as veias, o poder explora-nos a mente, e a vontade envenena-nos o coração, querer ser algo, querer ser alguém, querer ser mais e melhor, é isso que nos torna a máquina do mundo, que nos coloca no topo da cadeia alimentar, que nos impele a subir mais alto e a ser o que hoje somos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O beijo
Vou te explicar, oh tu que nem sei se existes, ouve-me com atenção e não finjas ter medo, pois se falo, faço-o com o coração.
Um beijo é algo mágico, algo que se conquista aos poucos, pedacinho por pedacinho, de forma doce e apaixonada, saboreando de forma suave e meiga sem interrupções, e naquele momento, naquele exacto momento nada mais importa a não ser o toque daqueles lábios suaves e quentes, tal como assinatura cada um tem seu, todos diferentes e todos de alguma forma especiais.
Perdoem-me a falta de jeito, a minha mísera escrita não é capaz de transpor para o papel a sensação que um dia penso ter, ou imagino ter, pois o pensar misturou-se com o imaginar e o sonho tirou férias para a ilha da inconsciência, azar da consciência sente-se sozinha sem o sonho, mas não tem inveja, as férias mais longas ainda lhe pertencem a ela.
E sim, acredito que existes, apenas não sei se te conheço.
Boa noite Anjo da guarda, obrigada por me ouvires.
sábado, 11 de setembro de 2010
2009/2010
Quando iniciei este ano lectivo 2009/2010, a minha auto-estima encontrava-se reduzida a cinzas, reprovar por meio valor era algo que me deixava tremendamente desiludida. Já conhecia quase toda a gente de vista, mas não tinha uma relação de amizade em particular com ninguém. Nunca fora muito social, e pensei desde do princípio que este ano seria igual a tantos outros, mas felizmente enganei-me.
Conheci além da vista e mais perto do coração, aqueles que se tornaram grandes amigos meus, e que hoje são o motivo pelo qual escrevo esta mensagem, a saudade que irei sentir daqueles que me apoiaram incondicionalmente, sem nunca me virar as costas, sempre com um sorriso na face quando precisava. São amigos que deixaram uma marca profunda no meu coração, uma marca positiva pela qual sinto um grande orgulho em a ter. Todos os momentos que passamos, as discussões, as brincadeiras, as birras em tirar fotos, as lutas de chantilly, os almoços no ”Cidade Porto”, as festas de anos feitas a pressa, as surpresas, as conversas no De light, a partilha dos lanches, as discussões sobre o tabaco, as conversas sobre personagens da Disney (Barbie, capuchinho vermelho, lobo mau, Pocahontas, Rapunzel, João Pé de feijão, elfo, duende, etc.), de tudo isso vou sentir falta.
São amigos que nunca irei esquecer, cada um á sua maneira, mas todos de uma maneira especial, estarão dentro do meu coração, é um pouco lamechas eu sei, mas é sincero.
Obrigada por este ano.
E felicidades para todos :)
Vera Silva
Conheci além da vista e mais perto do coração, aqueles que se tornaram grandes amigos meus, e que hoje são o motivo pelo qual escrevo esta mensagem, a saudade que irei sentir daqueles que me apoiaram incondicionalmente, sem nunca me virar as costas, sempre com um sorriso na face quando precisava. São amigos que deixaram uma marca profunda no meu coração, uma marca positiva pela qual sinto um grande orgulho em a ter. Todos os momentos que passamos, as discussões, as brincadeiras, as birras em tirar fotos, as lutas de chantilly, os almoços no ”Cidade Porto”, as festas de anos feitas a pressa, as surpresas, as conversas no De light, a partilha dos lanches, as discussões sobre o tabaco, as conversas sobre personagens da Disney (Barbie, capuchinho vermelho, lobo mau, Pocahontas, Rapunzel, João Pé de feijão, elfo, duende, etc.), de tudo isso vou sentir falta.
São amigos que nunca irei esquecer, cada um á sua maneira, mas todos de uma maneira especial, estarão dentro do meu coração, é um pouco lamechas eu sei, mas é sincero.
Obrigada por este ano.
E felicidades para todos :)
Vera Silva
domingo, 5 de setembro de 2010
Noiva
Olhares indiscretos observam-me enquanto corro, avaliando a minha sanidade mental, de certo modo até compreendo o porquê dessa reacção. O que iria eu pensar se visse uma jovem com os seus 24 anos, vestida de noiva, com as mãos apanhar as vestes que caso contrário se arrastariam pelo chão, a correr em plena avenida, entre as duas vias rodoviárias, seguida a alguns metros de distância pelas damas de honor que a chamam de modo enérgico e histérico? Sinceramente não sei, mas daria sempre o benefício da dúvida àquela desconhecida.
O véu que me cai pelos cabelos, impecavelmente penteados e estrategicamente ondulados para a ocasião, desprende-se com a agitação do corpo, perdendo-se no chão frio de betão, os pés não são suficientemente rápidos, causando um sentimento de desespero irracional, e num ímpeto de angústia alarmante descalço-me deixando os dois sapatos brancos perdidos entre os carros que passam, fazendo-me lembrar a Cinderela, mas ao contrário dela eu não fujo do meu príncipe, vou ao encontro dele para quebrar a incompreendida superstição.
O motivo pelo qual corro é para salvar a minha razão de viver, aquele pelo qual nutro um amor sem igual, e que tudo daria pela sua vida, um amor irracional e talvez por isso muito mais intenso, o meu noivo.
Excerto de um livro que um dia talvez escreva
O véu que me cai pelos cabelos, impecavelmente penteados e estrategicamente ondulados para a ocasião, desprende-se com a agitação do corpo, perdendo-se no chão frio de betão, os pés não são suficientemente rápidos, causando um sentimento de desespero irracional, e num ímpeto de angústia alarmante descalço-me deixando os dois sapatos brancos perdidos entre os carros que passam, fazendo-me lembrar a Cinderela, mas ao contrário dela eu não fujo do meu príncipe, vou ao encontro dele para quebrar a incompreendida superstição.
O motivo pelo qual corro é para salvar a minha razão de viver, aquele pelo qual nutro um amor sem igual, e que tudo daria pela sua vida, um amor irracional e talvez por isso muito mais intenso, o meu noivo.A minha respiração torna-se ofegante, a pulsação do meu peito acelera, o vento fustiga-me a cara, os olhos ardem e como consequência transbordam de néctar salgado, o vento brinca com o meu vestido obrigando-o a ficar para trás dando a ilusão de que sou provida de asas, ouço o meu nome ser chamado nas minhas costas mas não me importo, nada importa quando o motivo central da nossa existência está em risco.
Tudo isto apenas porque a superstição me decidiu assaltar no dia mais feliz da minha vida, porque é que as entranhas do sobrenatural me tinham de visitar hoje, logo hoje, o dia do meu casamento.
Excerto de um livro que um dia talvez escreva
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Deusa

Perdoa-me por não te esquecer,
Oh milenar emoção,
abraça-me no teu poder,
Oh caprichosa sensação.
Floresce no meu coração
e enterra a amabilidade da compreensão.
Não sei quem és,
apenas o que provocas,
tempestades na monotonia da maré.
Aqueces o gelo da solidão
e destróis a falsidade enganosa.
Como és bela Oh Amizade Celestial.
Deusa do Cristal.
Vera Silva
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Remember me

Existem poucos filmes pelos quais me tenham comovido a ponto de chorar, mas aconteceu com este. Ao longo do filme fui acompanhada por uma tristeza inexplicável e melancolia, mas o final… Está extremamente trágico, mas ao mesmo tempo espectacular, espectacular porque transporta o observador para a situação, e faz pensar o que faríamos nessa situação. O facto de o romance entre Ally e Tyler começar com uma aposta é bastante comum entre filmes para juvenis, mas o desenrolar desse mesmo romance difere bastante das circunstâncias comuns. Outro factor da história de bastante importância é o suicídio de Michael (irmão mais velho de Tyler), que ao completar 22 anos e ao ir trabalhar com o pai pôs termo a sua vida, Tyler nunca o perdoo por tal acto.
Mas o mais irónico da história é o facto de quando tudo se começa a encaixar, quando o Tyler faz as pazes com a Ally, quando o pai ganha consciência das asneiras que tem feito e começa a dar mais atenção aos filhos, quando Caroline se começa a adaptar á nova escola, quando Tyler vê as imagens dos irmãos e dele no computador do pai, a vida é lhe roubada numa das maiores tragédias do Mundo, o 11 de Setembro de 2001, perdoem-me o sentimentalismo, mas chorei, simplesmente por imaginar a dor daqueles que faziam parte da vida de Tyler, não por ter perdido o irmão, não por ter um pai complicado, não por não saber o que fazer ou seguir na vida, mas por lhe retirarem a oportunidade de escolha,
A primeira vez que Tyler disse que amava Ally, foi também a ultima vez que a viu…
E no fim disto tudo, Tyler termina dizendo isto:
“Whatever you do in life will be insignificant, but it’s very important that you do it ‘cause nobody else will. Like when someone comes into your life and half of you says: “You’re nowhere near ready”. And the other half says: “Make her yours forever”. Michael, Caroline asked me what would I say if I knew you could hear me. I said: “I do know. I love you. God, I miss you, and I forgive you”.”
— Tyler, Remember Me –
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Castiel & Edward

Para quem não conheça estas personagens, aqui fica uma pequena nota de quem são. Castiel é um anjo, um soldado do reino dos céus, com a missão de impedir a libertação de Lúcifer. Edward é um vampiro, com demasiada compaixão para a sua espécie, que se apaixona por uma humana, Bella.
Não se trata de apurar os defeitos ou enaltecer qualidades, apenas averiguar os factos. Seguindo o senso comum, qualquer pessoa escolheria um anjo, ao invés de vampiro, mas sendo este um vampiro tão conhecido a opinião pode tender, ou mesmo estabelecer-se, a favor do vampiro, eu não sigo uma linha de pensamento similar aos outros, por isso a minha escolha pode ser o oposto do naturalmente lógico, ou mesmo que recaia na mesma opção da generalidade da população, com toda a certeza, as razões que me levaram a tal, não serão as mesmas.
Castiel, pouca gente já ouviu falar dele, é uma personagem secundária de uma série televisiva, intitulada “Sobrenatural”, a princípio apenas segue ordens dos seus superiores, sem pensar por si próprio, mas á medida que o tempo passa, e a convivência com os humanos aumenta, este começa a ter dúvidas sobre as ordens que lhe são dirigidas, conhece o significado da amizade e rebele-se com os céus, a fim de ajudar os irmãos Dean e Sam na luta contra o apocalipse. Castiel nunca mente, e por vezes mostra uma tremenda inocência, não chegando a ser ingénuo por completo, é forte, não perdendo o controlo facilmente, dando tudo o que tem da sua existência, a favor de um humano que não sabe bem como salvar o Mundo. Aprecio nele a sua força de vontade, embora tenha milhares de anos de vida, comete erros como qualquer outro humano, não tão frequentes é claro, mas sabe a atitude a tomar após o seu passo em falso, apoiando os seus amigos quando necessário.
Edward, conheço-o como a palma da minha mão, talvez melhor, mas não quero agora discutir isso, Edward cometeu vários erros, na sua adolescência vampírica, mas afora esses anos, é um exemplo a seguir, de que, embora o nosso presente se assemelhe a algo trágico, só nós poderemos construir o nosso futuro, peça a peça, passo a passo, caindo e erguendo, fazendo o melhor possível, para quando o fim chegar, podemos sorrir e dizer que não deixamos nada por fazer, mas Edward não precisa de preocupar com o fim, os vampiros não morrem, são eternos, ele só viu o fim, quando conheceu a sua razão de viver, um pouco confuso talvez, mas é a verdade, quando percebeu o que era o amor, apenas aí e só aí compreendeu o que era amar alguém mais do que a si próprio, colocar essa mesma pessoa acima das prioridades básicas, e dar-lhe um lugar de eleição na sua mente, percebendo também o quão penoso lhe pode ser, tomar decisões a fim de proteger o seu amor. Edward é bondoso, cavalheiro, nobre, protector (por vezes até demais) e uma amante fiel a sua amada, Edward é quase perfeito, não fossem os ciúmes compulsivos e a maldição que trás consigo, mas mesmo sabendo a cruz que consigo trás, não desiste e faz tudo pelos que ama, mostrando-se um altruísta por natureza.
Agora imaginem-se numa sala, onde se encontram estes dois cavalheiros, e por um dos dois teria de optar… Caso não tenham reparado, não falei em nenhum aspecto físico de ambas as personagens, realçando apenas a sua personalidade, porque tendo estas qualidades, a perfeição quase é atingida pelo semblante de cada um, mas sendo ambos tão belos, este factor perde valor, e o peso da resposta recai sobre as diferenças e não as semelhanças.
Castiel, sem duvida o idolatro, não apenas pela sua maneira de ser mas porque com o seu carácter directo, não perdendo tempo com ironias ou respostas enigmáticas, responde objectivamente, fazendo-me rir, mas rir com vontade, sem dúvida um par perfeito, mas a minha escolha recai sobre Edward, não por ser lindo, ou rico, ou inteligente, mas por ter uma capacidade para amar tão intensa, dramática por vezes, por ter um poder absolutamente desconcertante e hipnotizante das palavras que profere quando se declara, a intensidade com que olha a sua amada, a delicadeza com que lhe toca e maneira como a beija, suave, macia e meiga, mas ao mesmo tempo, fervorosa e apaixonada demonstrando o desejo que com todas as forças tenta controlar, prometendo amor eterno, e cumprindo a sua promessa á risca.
O Edward era quem escolheria, mas se a minha escolha recaísse em quem me fizesse sofrer menos, o Castiel seria o eleito.
Leonor Norte á conversa com Bella S.
sábado, 17 de julho de 2010
As danças da vida
Há coisas interessantes de observar, até mesmo o pequeno nervosismo após um teste de matemática, ou alívio dependendo do ponto de vista. Descia de vagar, as escadas usadas da velha escola, quando um aglomerado de jovens se interpunha entre mim e a saída, no átrio da escola decorria uma pequena demonstração de dança, possivelmente fruto das aulas de educação Física, e nesse mesmo instante fui transportada para uma outra altura, um tempo não muito passado, mas o suficiente para sentir saudade.
***
Sou um ano mais nova, no ginásio desta mesma escola, a professora ensina os primeiros passos de valsa, as raparigas riem-se dos passos desajeitados dos rapazes e estes, ao mínimo sinal de distracção da professora, param e recomeçam aquele tipo de algazarra típica de adolescentes do sexo masculino, estou nervosa, sempre tive um pouco de vergonha para dançar, principalmente a pares, não se encaixa na minha maneira de ser, o facto de ter de ser “levada” pelo meu companheiro, na minha filosofia de vida, a ideia deixa-me desconfortável. O primeiro par que calha na rifa é um rapaz de quase 1,95m de altura, apelidado de pé de “chumbo”, porque será?... Basicamente, ao invés de se dar ao mísero trabalho de colocar os pés no sítio correcto e direccionar-me para o local certo, levanta-me, com uma gentileza tímida, transporta-me pelo ar e coloca-me no sítio onde, para lá chegar, devia ter dado os três passos obrigatórios, limitando-se apenas a fazer-me voar para chegar ao destino. Não é que seja desagradável, apenas perde a piada, e um certo encanto, mas o que estraga mesmo tudo, é quando os pés deste mesmo gigante se designam a torturar os meus, fazendo com que os estes, fiquem ligeiramente esmagados por baixo dos seus.
Hora de trocar de par, graças a Deus, sem ofensa, mas o meu dedo mindinho já se estava a queixar. Brincadeira do destino, agora calha-me o pigmeu da turma, mas que se acha o forte lá do sítio, a única coisa que tem é uma boa garganta, não tendo força para me levantar no ar como o gigante, e eu não tendo ainda treinado (correctamente) vez alguma, arrasta-me pelo chão, quase tropeço nos seus pés, resmungando algo a que soou “lenta”, mas não tenho a certeza, a professora vira costas e começa a procurar um outro CD, enquanto isso, mais de metade dos pares pára, demonstrando assim o seu não consentimento perante a matéria leccionada, a música termina, e a professora volta-se, pedindo para que troquemos de novo de par.
Hora de alegria, calha-me “ele”, ao contrário dos outros, tem paciência, não me levanta no ar, ou me chama de lenta, limita-se apenas a pousar a mão com suavidade na minha cintura, e a pedir para relaxar, lembro exactamente das palavras que usou “Relaxa Vera, tas tão tensa, sente a música”, acompanhando as palavras com um breve sorriso, relaxei, mas senti-me atrapalhada por não estar á altura dele na dança, ao fim de alguns momentos já rodopiávamos pelo ginásio, senti-me bem, mas mesmo assim ainda me faltava algo, ia começar a conversar quando a professora dá por terminada a aula, ele retira a mão da minha, com uma delicadeza indescritível, volta-se com suavidade e dirige-se a porta do ginásio.
***
Alguém me empurrou, a demonstração de dança acabou e agora os alunos querem ir para o recreio, apresso-me a sair, não gosto de relembrar momentos pelos quais não posso passar outra vez, eu estou diferente, mas “ele” também… O que não implica a mudança na saudade que possa sentir.
Bella S.
***
Sou um ano mais nova, no ginásio desta mesma escola, a professora ensina os primeiros passos de valsa, as raparigas riem-se dos passos desajeitados dos rapazes e estes, ao mínimo sinal de distracção da professora, param e recomeçam aquele tipo de algazarra típica de adolescentes do sexo masculino, estou nervosa, sempre tive um pouco de vergonha para dançar, principalmente a pares, não se encaixa na minha maneira de ser, o facto de ter de ser “levada” pelo meu companheiro, na minha filosofia de vida, a ideia deixa-me desconfortável. O primeiro par que calha na rifa é um rapaz de quase 1,95m de altura, apelidado de pé de “chumbo”, porque será?... Basicamente, ao invés de se dar ao mísero trabalho de colocar os pés no sítio correcto e direccionar-me para o local certo, levanta-me, com uma gentileza tímida, transporta-me pelo ar e coloca-me no sítio onde, para lá chegar, devia ter dado os três passos obrigatórios, limitando-se apenas a fazer-me voar para chegar ao destino. Não é que seja desagradável, apenas perde a piada, e um certo encanto, mas o que estraga mesmo tudo, é quando os pés deste mesmo gigante se designam a torturar os meus, fazendo com que os estes, fiquem ligeiramente esmagados por baixo dos seus.
Hora de trocar de par, graças a Deus, sem ofensa, mas o meu dedo mindinho já se estava a queixar. Brincadeira do destino, agora calha-me o pigmeu da turma, mas que se acha o forte lá do sítio, a única coisa que tem é uma boa garganta, não tendo força para me levantar no ar como o gigante, e eu não tendo ainda treinado (correctamente) vez alguma, arrasta-me pelo chão, quase tropeço nos seus pés, resmungando algo a que soou “lenta”, mas não tenho a certeza, a professora vira costas e começa a procurar um outro CD, enquanto isso, mais de metade dos pares pára, demonstrando assim o seu não consentimento perante a matéria leccionada, a música termina, e a professora volta-se, pedindo para que troquemos de novo de par.
Hora de alegria, calha-me “ele”, ao contrário dos outros, tem paciência, não me levanta no ar, ou me chama de lenta, limita-se apenas a pousar a mão com suavidade na minha cintura, e a pedir para relaxar, lembro exactamente das palavras que usou “Relaxa Vera, tas tão tensa, sente a música”, acompanhando as palavras com um breve sorriso, relaxei, mas senti-me atrapalhada por não estar á altura dele na dança, ao fim de alguns momentos já rodopiávamos pelo ginásio, senti-me bem, mas mesmo assim ainda me faltava algo, ia começar a conversar quando a professora dá por terminada a aula, ele retira a mão da minha, com uma delicadeza indescritível, volta-se com suavidade e dirige-se a porta do ginásio.
***
Alguém me empurrou, a demonstração de dança acabou e agora os alunos querem ir para o recreio, apresso-me a sair, não gosto de relembrar momentos pelos quais não posso passar outra vez, eu estou diferente, mas “ele” também… O que não implica a mudança na saudade que possa sentir.
Bella S.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Passa criança passa

Passa,
pelos caminhos sem fim,
a moradia da porta tua,
que não abraça ou arrelia,
a felicidade de outrora.
Pássaro que vagueias na noite limpa,
tenta mergulhar no mar agora,
e descobrir de que é feito a pauta tua.
Criança não cresças e brinca,
a vida é perigosa,
por isso não arrelies,
haver? Há muito por onde passes.
Esquece a passada,
e caminha na esquina,
tenta compreender a cantora,
que não lembra da alegria.
Triste história passa,
pensa na fantasia,
que a brincadeira mora,
num lugar na esquecida maresia.
Leonor Norte
terça-feira, 25 de maio de 2010
Um pouco de ti

Enquanto passeava pela rua, e o sol escaldava-me a pele, num dia magnifico de primavera solarenga, lembrei-me de ti, do teu cabelo com reflexos ruivos a dançar ao som de uma música que apenas tu sabes a composição. Lembrei-me de como os teus olhos brilham quando observas o mar, e de como timidamente pisas uma onda que falece aos teus pés.
Conta-me, porque brilham esses teus olhos castanhos-escuros, diz-me porque tens medo de aranhas, porque te arrepia quando te tocam no pescoço.
Quem melhor do que eu, para te conhecer tão bem? Quem melhor para compreender o porquê dos teus olhos castanhos se tornarem negros apenas do nada, mas será que alguém reparou que ouvias uma música triste, que um dos cantos da tua boca estava descaído? Será que alguém reparou de como adoras passear a beira-mar e sentir o vento afagar a tua face com um carinho desmedido, será porque ele consegue secar as lágrimas traiçoeiras que escorrem sobre a face adormecida pela dor profunda, que ninguém conhece tão bem como eu.
É enternecedor a maneira como te preocupas com os outros, pondo-te sempre em segundo plano.
As vezes tenho saudades, saudades da rapariga que jogava a bola sem se importar com as esfoladelas nos joelhos, do suor que pingava da testa ou com os fios despegados de um rabo-de-cavalo feito a pressa.
A beleza não precisa de ser suprema, ou tratada, basta apenas ser simples, e isso é o que és, bonita a tua maneira simples e descontraída, talvez um pouco faladora de mais, mas isso agora não vem ao caso.
Conheço-te desde pequena e sei tudo sobre ti, desde das tuas 3 cores preferidas, começando pelo preto, seguindo-se do branco e acabando com o azul. O preto porque achas que está ligado ao mistério e à fantasia, o branco porque associa-se à ideia de paz, de calma, de pureza estando ainda relacionado com inocência, geralmente usas esta cor quando estás alegre ou a tentar te animares, e por ultimo o azul, a cor do céu, do espírito e do pensamento, simboliza também a lealdade, a fidelidade, a personalidade e subtileza sem falar do ideal e o sonho, mas um outro motivo é que também te faz lembrar a tua infância, a Maria rapaz que eras.
A tua flor preferida é a Rosa Branca esta assume vários sentidos, como os de pureza, reverência e ou de segredo, adoras a fragrância destas, és capaz de passares horas apenas a apreciar o seu aroma.
A origem do teu nome Vera advém do latim, significa verdadeira, trabalhadora consegues ultrapassar as maiores dificuldades. Conservadora, a ideia de família é fundamental para ti. A dignidade está acima de todas as coisas. Do latim "verdadeira, primavera". Já o Silva Significa Brasão. Armas - Em campo de prata, um Leão púrpura. O leão é o mais nobre dos animais utilizados em brasões, simboliza a força, a grandeza, o mando, a coragem e a magnanimidade. Em Brasões portugueses e espanhóis, o leão representava, em muitos casos, alianças com a casa real leonesa, ou concessão por ela outorgada. Sobrenome português de origem latina, classificado como sendo um toponímico, por ter origem geográfica, em latim a palavra "Silva" significa "Selva ou floresta". É uma das famílias mais ilustres da Espanha, ligada aos réis de Leão, tem o seu solar na Torre de Silva, junto ao rio Minho. Procedem de D. Payo Guterre o da Silva, que foi adiantado de Portugal em tempo de el-rei D. Afonso I e representada em Portugal por D. Guterre Alderete da Silva, neto do ilustre D. Guterres Pais, governador de Maia. (Aposto que não sabias disto…)
A tua estação preferida é a da Primavera, não só porque começa no dia dos teus anos, mas por ser marcado pelo renascer da natureza, o nascer depois da morte, o desabrochar da vida.
Gostas de paz, aprecias o silêncio, adoras ter tranquilidade e profunda comunhão com o teu interior.
O teu número preferido é o 8, não pelo seu significado em particular mas apenas porque te faz lembrar alguém que gostaste muito.
Quando te entregas a um projecto, dedicas-te na verdadeira acepção da palavra, tornando-te uma apaixonada pelo assunto ou desafio.
Agora me pergunto será que algum dia vai haver alguém que te olhe por um instante, te observe os olhos e saiba o que estás a sentir, o que vai nessa cabeça que é o oposto do comum.
Não sei, mas talvez seja isso que me faça amar-te ainda mais, talvez o mistério que te rodeia, ou simplicidade em que mergulhes, faça com que me sinta ainda mais atraído por ti.
Tens os teus defeitos, como qualquer outro ser, mas acho que, como já te dizem quais são diariamente, por vezes temos que variar, só para não enjoar.
Assim me despeço, aqui em Londres falta o meu Sol, que és tu, está um frio de rachar e não tenho teu braço para me aquecer.
Tem um Bom dia Verinha, vou dando noticias.
Um beijo do teu sempre amigo Pedro Amares.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Cada passo teu em frente são dois saltos meus

Diz-me lá, sem te rires ou fazer figuras de parvo, quantas estrelas contaste na noite passada? Quantos passos demos na areia molhada? Quantas vezes a maré brincalhona nos apanhou os pés distraídos? Não sei se foi sonho ou não, mas se foi quero ter o mesmo sonho todas as noites. Quero lembrar cada detalhe por mais banal que seja, o teu cabelo molhado colado a testa devido a uma entrada forçada no mar, a tonalidade dos fios meio loiros que se desgarram da nuca, que não fora convenientemente molhada, a camisa meia aberta, os calções russos pelo uso, a pulseira de missangas que eu própria te fiz e ofereci, a minha também está no pulso contrário ao teu. Fazes me rir com esses olhos grandes de cor indefinida, observas-me com um olhar caloroso e apenas isso me basta para tornar este momento o mais feliz de sempre. Não estraguemos o momento ao tentar saber quem ama mais quem, deixa me mergulhar na sensação prazerosa de que me desejas. Não sei o teu nome, (ou talvez o saiba e não queira aqui dizer) mas fazes me feliz, fazes me acreditar que o Mundo é um sitio melhor do que aquele que todos os dias descrevo tão negativamente, e talvez cruel.
Não quero acordar, quero viver na fantasia, quero parar o tempo e ter a certeza de que este momento não vai desaparecer a qualquer momento, que não vou acordar no meio do meu quarto escuro, que tanto conforto me transmite, mas ainda assim me deixa num estado de solidão.
PÁRA!
Tu não estás sozinha, estúpida, parva, idiota, criança infantil, vê se acordas não vais ter esse momento, ou a probabilidade de tal acontecer é bastante remota…
Contenta-te apenas com a hipótese - e acredita é bem mais possível do que outra coisa qualquer – vais ter momentos MUITO melhores do que esse, e desta vez não será apenas um sonho, não serás apenas tu a dar tudo mas a outra pessoa também dará…
Bom dia Anjo
PS: Desculpa, ontem esqueci-me de quem era.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Puro Ódio

Raiva é o que sinto. O ódio envenena cada célula do meu corpo, por mais insignificante que seja.
E não compreendo o porquê deste sentimento, repugna-me a mim mesmo, mas não o consigo controlar, lança-se sobre os meus membros e domina os meus movimentos, sem falar da mente, essa de tão fustigada pelas intrigas da vida, rende-se sem nenhum lamentar, e entrega-se a uma emoção, que embora igualmente intensa não é a que ambiciona.
Perdoem-me a rudeza das palavras, mas nestes momentos, nem a morte me assusta, tudo me irrita, parecendo até que tenho forças ilimitadas. Se não fosse este sentimento tão negativo e devastador até era positivo, pois “mexe” com o interior da pessoa, evidenciando a estupidez que nos engloba, sem querer ser englobado.
Será pecado, o desejo, a ânsia incapacitante (ou capacitante de mais), de querer cometer uma loucura, por mais irresponsável que seja?
Não sei, mas também não estou interessada na resposta, a importância do saber desta apenas se revelou á um momento atrás, e agora não passa de um eco absurdo, num poço seco, inundado apenas pela franzina e tosca província da fantasia mística.
Absurdo é o sentimento, mas mantém me viva e na caminhada desesperante que é este torpor de vida, revela-se mais útil do que a vaga e fraca apatia, tão perigosa e por vezes fatal quando se junta á melancolia.
O ódio relaciona-se intimamente com a irracionalidade, mas o que alguns não se dão ao trabalho de pensar, é que a irracionalidade, embora casada com o ódio, é amante do amor, sendo este útil tão ou mais disparatado como o primeiro.
Os dedos tremem-me sobre o teclado e o meu cabelo encaracola sobre a face, os olhos enchem-se de uma humidade que não quero reconhecer, mas prefiro não me lembrar do motivo deste texto.
Há pensamentos que nunca deveriam sair das altas muralhas que são a nossa mente, mas algumas arranham as portas da fortaleza até que estas, cansadas de tanta exaltação, se abrem apenas para ter alguns segundos de descanso…
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Anjo da Guarda

Hoje pensei em ti, aos anos que já não te falava. Peço desculpa, quase que perdi a inocência de acreditar que algo superior me protegia. Mas não a perdi, pelo menos por enquanto, e a oitava passa será o desejo de permaneceres comigo.
Agora…
Tenho medo… Medo de me tornar na rapariga revoltada, que tu tantas vezes me pediste para não ser, medo de não ter força de vontade para enfrentar os obstáculos que se atravessam no meu caminho, medo de desiludir quem mais amo.
Este Mundo mudou, a visão das pessoas tornou-se estreita, já ninguém olha para o que é diferente ou fora do comum, e quando olha é apenas com o intuito de criticar e nada mais… ridículo.
Ensinaste-me algo de muita importância, dar valor a mim mesmo, pois só assim poderia atingir os meus objectivos, enquanto não acreditasse no meu potencial nunca poderia receber as críticas de forma construtiva, e tornar-me num ser melhor, cada vez melhor, mas como tu próprio disseste não se pode agradar a toda a gente.
Sendo assim, ao defender o meu ponto de vista apenas estou a afirmar a minha personalidade, não modificando consoante a moda.
Se gosto de algo hei-de sempre gostar, não mude de ideias como quem muda de camisa, esse é um aspecto da minha personalidade. Alguns chamariam teimosia, outros tenacidade, eu não me importo com o que pensam, apenas me preocupo se, segundo o meu ponto de vista, o que faço, digo, transmito e penso está correcto, ou dentro dos “largos” parâmetros do correcto.
Querido anjo, ainda bens que és um ser mítico, onde o teu nome for prenunciado a magia do desconhecido e incerto te acompanhará, pois nada no Mundo pode comprovar que não existes, e consequentemente o oposto se resguarda da prova que nenhum valor tem ou terá para mim, uma simples e mera mortal.
Um beijo mítico de uma comum (ou o oposto da comum) rapariga.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Porque o Mundo nem sempre é colorido.

Hoje acordei, fulminada com a noção de que, o meu Jacob, o meu querido Jacob, aquele amigo que nunca me magoaria, fez algo partir-se dentro de mim, que pesadelo mais horrendo… Uff levantei-me e fui tomar banho, liguei o telemóvel há espera de uma mensagem de bom dia, como habitualmente do meu querido Jacob, mas estranhamente hoje não havia maneira de me mandar nada… coloquei as mãos trémulas sobre a mesa, sem compreender a razão de tal, e enquanto olhava para o colar que ele havia me oferecido no seu próprio aniversário, os olhos inundaram-se de lágrimas. Porquê? Que raio se passa? Estarei doente? Deve ser do pesadelo, não tarda o Jacob irá me ligar com a sua mais recente paranóia, ou contar-me noticias mirabolantes que me farão rir, como de costume, e eu, para fazer conversa, irei contar o meu estúpido sonho, aquele em que ele aparece como um fantasma na minha escola, com uma cobardia tal no rosto, incapaz de me olhar nos olhos, e em meias palavras me diz o que eu não quero ouvir.
Tirar-me o direito de contar a Edward o que sinto por ele, desferir tamanho golpe na nossa amizade, depois de lhe ter pedido tanto para não falar com ele a esse respeito?
Não, o meu Jacob não faria isso, jamais faria isso, ele não me quer magoar, é o meu porto seguro, um dos meus melhores amigos, que tudo faria para me ver sorrir. Mas no sonho fez. Peço desculpa, mas pela dureza da dor custa-me a lembrar as palavras exactas, a pessoa que contava nunca me magoar, nunca me trair, nunca jamais partir este coração mais que partido, quebrado e fracturado…
Edward partiu e repartiu cada fragmento do meu peito, e eu deixei, porque o amo, da maneira mais estúpida e complicada, contra a minha própria contade, mas já estou habituada, a cada sorriso que me dá, conto com um punhal nas costas no minuto a seguir, e as lágrimas há muito que se habituaram a esta rotina. Mas o Jacob? Não, não o amo da mesma maneira que o Edward, vejo-o como um irmão, daquele tipo de pessoas que precisa de protecção, e de conselhos para se emendar dos erros cometidos. Lacerou-me as profundezas, com a sua declaração de amor, não contava. Inocente dizem uns, eu chamo-lhe confiança, pois confiava nele cegamente.
Aí, como dói, utilizar o pretérito com o meu querido Jacob, como me fere saber que está a sofrer, mas… e eu? Não interessa, não quero saber, “primeiro estão os outros” dizia eu há algum tempo atrás, mas o Jacob ensinou-me a olhar para mim primeiro, e só depois para os outros.
Mas espera, foi tudo um pesadelo certo? Nada disto é real, amanha se calhar vai aparecer na escola com alguma surpresa, para variar. Se tudo é um pesadelo, porque é que as lágrimas teimam em jorrar nestas faces magoadas, porque tremem as mãos, porque me dói algo que não é físico ou tocável, porque?
Porque não foi um sonho.
Tu tiveste lá.
Falaste com quem falaste.
Disseste o que disseste.
E magoaste-me.
Muito.
Sinceramente? Quase que perdi a confiança em ti, e eu que pensava que isso era impossível.
O que me atormenta mais, é a possibilidade do que teres feito se reja (no teu mais profundo inconsciente) por motivos pessoais (como um alvo a abater) e não tanto como a minha felicidade alcançar. Será que não percebes? O Edward tem a Tanya, que é perfeita para ele, e que pouco ou muito gosta dela.
Quem? No seu perfeito juízo, tendo uma namorada, irá dizer a um o individuo que mal conhece que está apaixonado por outra, quem? Será que paraste para pensar nas consequências?
Escolheste mal a altura, o momento, e pior de tudo, não me consultaste, estou zangada, mas acima de tudo desiludida, porque te pedi para não o fazeres.
É como ter a certeza que aquela coisa é tão certa, e que embora milhares de pessoas nos digam o contrário não conseguimos duvidar, e depois estraga-se tudo. Ficamos sem nada a que nos agarrar, nem um bocado de madeira flutuante há, no meio do mar de conjecturas.
Sim, acordei e percebi, não foi um pesadelo, apenas uma realidade escabrosa, meticulosa mas acima de tudo, fria.
Não sei se te irei perdoar, só o tempo o dirá.
Mas como sempre te disse, “A esperança é a ultima a morrer”.
Bella S.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Coisas que digo quando sonho...
Vem, já não sei o que escrever, choro, canto na felicidade dos infelizes fados, sem concentração ou optimismo.
Ai, como é bom não me largares. Abraça-me, não me deixes ir mesmo que grite, na concentração do eu protector, quero gritar, mas a voz não sai, quero chorar, mas não consigo. Deixa-me, por favor deixa-me, quero estar sem ti. Deixa-me mas não me abandones, quando te disser falsamente para te ires, faz me olhar nos olhos de cor que não pretendo dizer, e dizer a verdade, que não quero aceitar, quando as costas te virar, vem, fecha-me em ti, não ligues ao que digo, pois não sou eu a falar, mas sim, a minha raiva que á tanto tempo a controlo. Quantas noites, diz-me, por favor diz-me, pensas que chorei por ti? Ninguém neste mundo, ninguém te daria o amor que te dei sem pedir nada em troca, paixão sem limite. Não, não é da boca para fora, a vida por ti daria, mas essa frase é demasiado banal para ti, amor doentio mas verdadeiro, e intenso.
As estrelas riem-se de mim, um dia vou voar e tirar a limpo esta situação, de só apenas brilharem quando triste estou, feitiços da madrugada, areia magica, mar dos desejos embebeda-me de carinho e sedução... já sei o que fazer, vou me esquecer de quem sou, pois tu já estas em mim, e embora não sais de dentro de mim, ao menos não saberei quem és!
Leonor Norte
Ai, como é bom não me largares. Abraça-me, não me deixes ir mesmo que grite, na concentração do eu protector, quero gritar, mas a voz não sai, quero chorar, mas não consigo. Deixa-me, por favor deixa-me, quero estar sem ti. Deixa-me mas não me abandones, quando te disser falsamente para te ires, faz me olhar nos olhos de cor que não pretendo dizer, e dizer a verdade, que não quero aceitar, quando as costas te virar, vem, fecha-me em ti, não ligues ao que digo, pois não sou eu a falar, mas sim, a minha raiva que á tanto tempo a controlo. Quantas noites, diz-me, por favor diz-me, pensas que chorei por ti? Ninguém neste mundo, ninguém te daria o amor que te dei sem pedir nada em troca, paixão sem limite. Não, não é da boca para fora, a vida por ti daria, mas essa frase é demasiado banal para ti, amor doentio mas verdadeiro, e intenso.
As estrelas riem-se de mim, um dia vou voar e tirar a limpo esta situação, de só apenas brilharem quando triste estou, feitiços da madrugada, areia magica, mar dos desejos embebeda-me de carinho e sedução... já sei o que fazer, vou me esquecer de quem sou, pois tu já estas em mim, e embora não sais de dentro de mim, ao menos não saberei quem és!
Leonor Norte
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Soraia Sofia Silva Soares.
O heterónimo dos 4 "S", uma rapariga de 16 anos, filha de país complicados, sendo filha única. Estilo de Maria Rapaz, adora negro, e detesta rosa, não tem muitos amigos, e prefere ler ou ir dar uma volta pela praia, do que enfiar-se numa discoteca. Tem gostos singulares, é bastante solitária, e gosta de ouvir musica, dos mais variados géneros, mas tem preferência pelo estilo Rock. Em defesa perante os outros, é rude, e dura. Não consegue mentir, e não olha a meios para dizer o que pensa, por vezes pode até magoar a pessoa, mesmo que esta o esteja a dizer para seu próprio bem. Outra das suas características é o facto de "ferver em pouca água".
Apaixonou-se pela primeira vez com esta mesma idade, mas houve complicações e esta acabou por sair bastante magoada, desde de então escreve o que sente, nem sempre agradável.
Das várias características negativas, tem uma que supera tudo, a de ter um bom coração, e ao longo da vida vai apreender com os seus erros, crescendo psicologicamente.
Apaixonou-se pela primeira vez com esta mesma idade, mas houve complicações e esta acabou por sair bastante magoada, desde de então escreve o que sente, nem sempre agradável.
Das várias características negativas, tem uma que supera tudo, a de ter um bom coração, e ao longo da vida vai apreender com os seus erros, crescendo psicologicamente.
Maldita apatia
Não sei que escrevo, flúi sem sentido ou razão, sensatez perdida na deslumbrante capacidade desonesta, de criar um vazio na multiplicidade neutra, da longínqua verdade mórbida.
Não tenho inspiração, ou a que tenho exagera, em demasia.
Sede maltratada, pela fome maquiavélica da saudade, que perdera o interesse, e assim se foi, sem razão ou magoa.
Lágrimas, o que é isso? Marcas de um passado, que fora enterrado, com a capacidade de ressurreição, mas com o dobro da intensidade.
Queima por dentro, o desejo esmagado, ouve-se em modo lento, a luz parada na encruzilhada da vida.
Gosto pela estúpida complexidade, que abusa do sonho da realidade, escondida por entre as múltiplas facetas criadas por algum pensamento, que fora pensado e não devia.
Rir? Há muito que não sei o que isso é. Deixei esquecido e esmagado, no interior de um velho romance, onde as letras do título, se apagaram de velhice, repousando, no fundo de uma instante, no lugar dos esquecidos.
Esquecer? Não sei bem para quê... Nunca se esquece, apenas se atribui uma importância menor, sem repouso ou dor.
Inspiração, invade-me com paixão, e lê meus pensamentos, só a ti me dou, pois tu não me atraiçoarás, e nossos filhos serão, o fruto da nossa união, textos que poucos compreenderão.

Soraia Sofia
Não tenho inspiração, ou a que tenho exagera, em demasia.
Sede maltratada, pela fome maquiavélica da saudade, que perdera o interesse, e assim se foi, sem razão ou magoa.
Lágrimas, o que é isso? Marcas de um passado, que fora enterrado, com a capacidade de ressurreição, mas com o dobro da intensidade.
Queima por dentro, o desejo esmagado, ouve-se em modo lento, a luz parada na encruzilhada da vida.
Gosto pela estúpida complexidade, que abusa do sonho da realidade, escondida por entre as múltiplas facetas criadas por algum pensamento, que fora pensado e não devia.
Rir? Há muito que não sei o que isso é. Deixei esquecido e esmagado, no interior de um velho romance, onde as letras do título, se apagaram de velhice, repousando, no fundo de uma instante, no lugar dos esquecidos.
Esquecer? Não sei bem para quê... Nunca se esquece, apenas se atribui uma importância menor, sem repouso ou dor.
Inspiração, invade-me com paixão, e lê meus pensamentos, só a ti me dou, pois tu não me atraiçoarás, e nossos filhos serão, o fruto da nossa união, textos que poucos compreenderão.

Soraia Sofia
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